Administradora de megaempreendimento em Boipeba comunica saída “amigável” de José Roberto Marinho

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O empresário José Roberto Marinho, herdeiro do Grupo Globo, anunciou sua saída da Mangaba Cultivo de Coco, responsável por um grande projeto na Ilha de Boipeba, em Cairu. Em um comunicado à imprensa, a empresa informou que a decisão foi “amigável” e que ele pretende se focar em seus projetos pessoais.

Com essa saída, Marinho também deixa a administração da Fazenda Ponta dos Castelhanos, que gerou polêmica por supostamente ocupar 20% da ilha. A administração do empreendimento ficará a cargo de Marcelo Pradez de Faria Stallone, que já se comprometeu a manter um bom relacionamento com os órgãos públicos e a localidade.

A construção do resort de luxo da Mangaba sofreu diversas críticas. O projeto foi alvo de intervenção do governo federal, que suspendeu a autorização do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) para a obra.

O empreendimento abrange mais de 16 milhões de metros quadrados, o que equivale a cerca de 20% da Ilha de Boipeba. Segundo informações obtidas, o projeto prevê a construção de dois campos de golfe e um aeródromo com uma pista de 1.200 metros, voltada para aviões de pequeno porte.

Na área hoteleira, está prevista a criação de um “Hotel de Praia”, que fica entre a foz do Rio Catu e o mar. Essa região foi escolhida por possuir algumas das praias mais bonitas, adequadas para banho e próximas a recifes.

Entretanto, houve preocupações ambientais em torno desse projeto. O local da “Pousada 03” é conhecido como área de desova de tartarugas marinhas, com acompanhamento do Projeto Tamar, que irá incluir uma base de pesquisa e educação ambiental.

A Secretaria de Meio Ambiente da Bahia, em comentários prévios, negou que se tratasse de um “condomínio fechado” e disse que não haveria construção dos campos de golfe nem do aeródromo. O Inema defendeu a legalidade do projeto, afirmando que a autorização foi emitida de acordo com regulamentos do Código Florestal e da Lei da Mata Atlântica, ressaltando restrições para o início das intervenções até a emissão do termo de autorização de uso sustentável.

O que você pensa sobre a saída de José Roberto Marinho e as polêmicas em torno do megaempreendimento? Deixe sua opinião nos comentários.

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