Esquerda dá Bolsonaro como condenado e centra artilharia em Tarcísio

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Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão confiantes na condenação de Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Com este cenário, a atenção se volta agora para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), considerado o sucessor bolsonarista nas eleições presidenciais de 2026.

O julgamento de Bolsonaro e outros sete réus recomeça na Primeira Turma do STF nesta terça-feira (9/9) e deve ser concluído até o fim da semana.

A nova tática da esquerda se tornou clara durante protesto realizado por centrais sindicais e partidos políticos no último domingo (7/9) na Praça da República, em São Paulo. O evento, que repudiou a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, focalizou as críticas em Tarcísio, com adjetivos contundentes usados por parlamentar e ministros do governo Lula.

Entre os ataques, Tarcísio foi chamado de “canalha” e “golpista”. Este clima hostil se intensificou após o governador defender publicamente um projeto de lei que concederia anistia a Bolsonaro, além de prometer indulto ao ex-presidente, caso eleito.

As críticas já eram esperadas antes mesmo do discurso de Tarcísio na Avenida Paulista, onde ele pressionou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a pautar a anistia e disparou críticas ao STF, especialmente ao ministro Alexandre de Moraes.

“Torço para o governador Tarcísio ter coragem de se candidatar à Presidência e sofrer uma derrota para o presidente Lula”, ironizou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT).

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT), aconselhou o governador a focar em questões econômicas relevantes para São Paulo, ao invés de “defender um meliante” em Brasília.

Movimentações e Respostas

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) criticou as idas de Tarcísio a Brasília para tratar da anistia e afirmou que o governador deveria estar focado em suas responsabilidades no Palácio dos Bandeirantes. Já Guilherme Boulos (PSol-SP) declarou que o governador não pode se apresentar como um candidato moderado após suas articulações em Brasília.

“O Tarcísio está fazendo um papel vergonhoso ao se associar a Bolsonaro”, afirmou Boulos.

O deputado Kiko Celeguim (PT-SP) disse que as ações do governador antecipam as eleições de 2026 ao desviar seu foco enquanto líder do estado mais rico do país.

Segundo dados do Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) da USP, o protesto reuniu cerca de 8,8 mil pessoas, embora organizadores tenham estimado até 30 mil manifestantes no centro de São Paulo.

Com o cenário político em ebulição, a expectativa cresce sobre as próximas movimentações de Tarcísio e as reações da esquerda. O que você acha dessa situação? Deixe sua opinião nos comentários.

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