Tarcísio diz que ex-delegado morto não pediu escolta e propõe regra

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou durante uma coletiva na terça-feira (16/9) que o ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, assassinado em Praia Grande no dia anterior, não solicitou proteção ao Estado, apesar de enfrentar ameaças do PCC e conflitos dentro da polícia. Ele reforçou que a solicitação de escolta deve partir da própria autoridade, o que não ocorreu no caso de Ruy.

Ruy, que atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil, era referência no combate ao crime organizado e havia sido considerado o inimigo número um do PCC. Ele se afastou da segurança pública em 2023 para assumir a Secretaria de Administração de Praia Grande e, duas semanas antes de sua morte, declarou que não contava com nenhuma proteção.

“Desde 2002 fui encarregado de investigações relacionadas com o crime organizado. Hoje eu moro sozinho e não tenho estrutura nenhuma”, afirmou Ruy à rádio CBN.

O delegado-geral, Artur Dian, confirmou que Ruy não demonstrava preocupação com ameaças à sua vida e sempre esteve atento, mas sem receios específicos.

Após o assassinato, Tarcísio ressaltou a importância de refletir sobre a proteção de autoridades envolvidas no combate ao crime. “Precisamos pensar em mecanismos que garantam segurança a essas pessoas, mesmo após deixarem seus cargos”, disse ele.

Tarcísio também destacou que a melhor forma de homenagear Ruy é encontrar os responsáveis pela sua morte e dar uma resposta adequada do Estado.

Suspeitos identificados na investigação

A Polícia Civil já identificou dois suspeitos do assassinato. Um veículo abandonado no local do crime, com vestígios de DNA e impressões digitais, tem ajudado nas investigações. O governador mencionou que todos os departamentos da corporação estão mobilizados para solucionar o caso, com mandados de prisão preventivos previstos para serem expedidos em breve.

Imagens do ataque

O ataque a Ruy foi registrado por câmeras de segurança e celulares. Em um dos vídeos, é possível ver o momento em que ele tentava fugir e acabou colidindo com um ônibus, quando os atiradores, em um SUV, dispararam mais de 20 tiros contra ele.

Assista:


Quem era Ruy Ferraz Fontes?

  • Ruy Ferraz Fontes atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil de São Paulo, especializando-se no combate ao PCC.
  • Iniciou sua carreira como delegado em Taguaí e passou por várias delegacias de destaque.
  • Foi delegado-geral da Polícia Civil e professor em várias instituições, contribuindo para o ensino de Criminologia e Direito Processual Penal.
  • Dentre suas conquistas, foi o primeiro a investigar a atuação do PCC no estado no início dos anos 2000.
  • Ele foi jurado de morte por Marcola, líder do PCC, em 2019.

Esse trágico evento traz à tona questões sérias sobre a proteção de autoridades que lidam com o crime organizado. O que você pensa sobre a segurança de profissionais nessa área? Deixe sua opinião nos comentários.

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