Quem é Azul do PCC, suspeito de participar da execução de ex-delegado

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Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido como Azul ou Colorido, é uma figura proeminente na história do Primeiro Comando da Capital (PCC). Recentemente, ele foi identificado pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, como um dos principais suspeitos na investigação da morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, que foi assassinado em Praia Grande, litoral paulista.

Apesar de ter acumulado 28 anos de condenações por crimes como tráfico de drogas e associação criminosa, Azul foi liberado do sistema prisional federal do Rio Grande do Norte em agosto. Sua defesa não conseguiu ser localizada, e o espaço permanece aberto para manifestações.

A trajetória de Azul é marcada por sua habilidade de articulação e violência, fundamentais para a expansão do PCC além de São Paulo. Ele iniciou sua carreira criminosa com pequenos delitos na Baixada Santista, onde rapidamente ganhou poder e respeito através de estratégias de “crueldade e disciplina”. Documentos judiciais revelam que, em 2001, a sua prisão no Rio Grande do Sul, portando armas de grosso calibre, não foi um ponto de queda, mas sim um impulso em sua hierarquia dentro da facção.

ruy ferraz delegado executado

Sua notoriedade aumentou ainda mais após ser apontado como mandante do assassinato do policial militar Fábio Lopes Apolinário em 2011. Este crime gerou um impacto simbólico significativo e resultou em um monitoramento intensificado por órgãos de inteligência.

Dentro da facção, Azul conquistou um cargo estratégico conhecido como Sintonia Final, que trata das principais decisões do PCC. Relatórios confirmam que sua nomeação foi uma decisão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, em 2018, solidificando sua posição na cúpula. Isso possibilitou a ele a coordenação de ações em diferentes estados e países, como Paraguai e Bolívia, essenciais para o tráfico de drogas e armas.

Sua influência se estendeu até o Nordeste, onde foi vinculado a massacres em presídios, incluindo um episódio brutal em 2017, que resultou na decapitação de 26 presos em uma penitenciária do Rio Grande do Norte. Mesmo isolado, Azul continuou a comandar estratégias através de intermediários.

A recente liberação de Azul gerou preocupação entre as autoridades, que o veem como um símbolo do PCC capaz de reorganizar células e intensificar a influência da facção. O que você pensa sobre o impacto que figuras como Azul podem ter sobre a segurança pública? Compartilhe sua opinião.

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