Trump assina ordem e classifica “Antifa” como grupo terrorista

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira uma ordem executiva que classifica o movimento antifascista de esquerda, conhecido como “Antifa”, como uma “organização terrorista doméstica”. A decisão foi anunciada pela Casa Branca e vem após o recente assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, o que intensificou o discurso de Trump contra grupos de esquerda.

Na semana passada, Trump já havia sinalizado essa medida em suas redes sociais. Ele descreveu a Antifa como “um desastre doentio, perigoso e radical da esquerda”, afirmando que estava designando o grupo como uma grande organização terrorista.

O presidente também pretende investigar o financiamento do movimento. “Vou recomendar fortemente que aqueles que financiam a Antifa sejam totalmente investigados conforme os mais altos padrões e práticas legais”, afirmou Trump.

Histórico

Essa decisão reacendeu o debate sobre a legalidade de classificar o Antifa como uma organização terrorista. O grupo não possui liderança centralizada ou estrutura definida, sendo uma abreviação de “antifascista”, com raízes que remontam a coletivos da Alemanha na década de 1930, que lutaram contra o nazismo.

Nos Estados Unidos, os antifas ganharam visibilidade durante os protestos de 2020, após a morte de George Floyd, quando ocorreram confrontos com a polícia em várias cidades. Naquele período, Trump já havia ameaçado classificar o movimento como terrorista, mas recuou diante de críticas de organizações de direitos civis e questões legais.

Historicamente, coletivos associados ao Antifa se definem como opositores do fascismo e de ideais da direita, apoiando bandeiras antirracistas e antisexistas. Porém, frequentemente estão ligados a ações diretas, como depredações e confrontos físicos com adversários políticos.

Morte de Kirk

O assassinato de Charlie Kirk, uma figura influente no conservadorismo americano, acabou intensificando as tensões políticas no país. Desde então, Trump vem atribuindo a crescente violência à “esquerda radical”, reforçando seu compromisso de agir contra grupos que considera responsáveis pela instabilidade.

Donald Trump Memphis

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