Assata Shakur, ex-Pantera Negra procurada pelo FBI, morre em Cuba

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A ativista americana Joanne Deborah Byron, mais conhecida como Assata Shakur, faleceu em Havana, Cuba, aos 78 anos. A informação foi divulgada pelo governo cubano nesta sexta-feira (26). Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, ela morreu devido a problemas de saúde associados à idade avançada.

Assata Shakur destacou-se na luta pelos direitos da população negra nos Estados Unidos e foi uma figura central do Partido dos Panteras Negras e do Exército de Libertação Negra. Ela viveu refugiada em Cuba por mais de 40 anos, após ter fugido de uma prisão de segurança máxima no condado de Hunterdon.

Em maio, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, criticou o que chamou de “regime cubano”, afirmando que este continua a acolher fugitivos americanos e criminosos. Ele publicou uma foto de Shakur juntamente com a de um policial assassinado em 1973, ressaltando a necessidade de trazer justiça às vítimas e o povo americano.

Shakur foi incluída na lista de terroristas mais procurados do FBI em 2013, sendo a primeira mulher a figurar no registro. Sua trajetória como membro do Exército de Libertação Negra teve um ponto crítico em 2 de maio de 1973, quando, em um confronto com a polícia em Nova Jersey, um policial e um integrante do seu grupo morreram. Condenada à prisão perpétua em 1977, ela conseguiu escapar menos de dois anos depois.

Em 1984, sua localização em Cuba foi confirmada, levando o FBI a ofereceu uma recompensa de 1 milhão de dólares por informações sobre ela. A agência ainda acredita que outros americanos procurados pela Justiça possam estar vivendo na ilha.

A morte de Assata Shakur marca o fim de uma vida repleta de controvérsias e questões relacionadas à luta pelos direitos civis. O que você acha da trajetória dessa ativista? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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