Irã afirma que não se renderá aos Estados Unidos e a Israel

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

No 8º dia da guerra, caças de Israel bombardearam um dos dois aeroportos de Teerã, causando um incêndio, em uma das ofensivas mais intensas desde o início do conflito, ocorrida há cerca de uma semana (7 de março de 2026). A ofensiva atingiu também alvos do Hezbollah no sul e leste do Líbano, com o movimento extremista reconhecido pela milícia como alvo, enquanto o saldo inicial apontava para 16 mortos no Líbano.

O Irã prometeu não se render aos Estados Unidos nem a Israel, mesmo diante das ações que atingiram alvos estratégicos, como uma academia militar, um centro de comando subterrâneo e um depósito de mísseis. Em Teerã, relatos indicam que o aeroporto de Mehrabad também foi atingido, gerando grandes incêndios na região.

Israel também bombardeara alvos do Hezbollah no sul e leste do Líbano, elevando a tensão na região. O Ministério da Saúde do Líbano informou 16 mortes e o governo local detalhou que quase 300 mil pessoas haviam sido deslocadas, especialmente no sul do país e na periferia de Beirute.

A crise atingiu ainda o Golfo: o aeroporto de Dubai interrompeu temporariamente as operações, com retorno parcial após interceptação de projéteis iranianos. O Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o tráfego de petróleo, ficou de fato fechado, impactando cerca de 20% do petróleo e do gás líquidos consumidos mundialmente. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido, com drone, um petroleiro que tentava atravessar a passagem.

Em meio ao choque econômico, o preço do petróleo subiu, com Brent e WTI passando de 90 dólares. O comando militar dos EUA para o Oriente Médio afirmou ter atacado quase 3.000 alvos desde o início da operação chamada Fúria Épica, enquanto a frágil situação humana se agrava nas áreas atingidas.

No plano humano, o Ministério da Saúde iraniano informou cerca de 926 civis mortos e quase 6.000 feridos desde o começo do conflito. No Líbano, o total de mortos chegou a 217**, com centenas de milhares de desabrigados. Em Israel, 10 mortos; nos países do Golfo, 13; as forças americanas registraram 6 óbitos. As informações não puderam ser verificadas de forma independente pela AFP.

Diante da escalada, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian pediu desculpas aos países vizinhos do Golfo e assegurou que não haverá novos lançamentos de projéteis contra essas nações, exceto em caso de ataque ao Irã a partir desses territórios. Na cena internacional, Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos a partir de 2025, prometeu ajudar na reconstrução da economia iraniana se Teerã nomear um sucessor aceitável para o líder supremo. Amir Saeid Iravani, embaixador do Irã na ONU, enfatizou que Washington não terá papel na escolha do novo líder e que a decisão obedecerá aos procedimentos constitucionais do país.

Como você vê essa escalada? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas perspectivas sobre o rumo do conflito e os impactos para a economia mundial.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Barcos iranianos abrem fogo contra petroleiro no Estreito de Ormuz

Jovem Pan> Notícias> Mundo> Barcos iranianos abrem fogo contra petroleiro no Estreito de Ormuz ...

Irã volta a fechar Ormuz após bloqueio dos EUA

Resumo: o Estreito de Ormuz volta a figurar como eixo de tensões entre o Irã e os Estados Unidos. Enquanto o Irã aumenta...

Meta prevê rodada de demissões em massa para 20 de maio

Meta anunciou uma rodada inicial de demissões em massa em 2026, programada para 20 de maio, cortando aproximadamente 8.000 vagas — cerca de...