Lavrov evoca passado nazista para criticar remilitarização da Alemanha e acusa Israel de tentar ‘explodir’ Oriente Médio

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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, fez duras críticas à Alemanha e a Israel durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, realizada neste sábado (27). Ele abordou preocupações sobre a crescente militarização na Europa e a situação tensa no Oriente Médio.

Lavrov se posicionou contra o chanceler alemão Friedrich Merz, afirmando que a Alemanha estaria revivendo práticas do passado nazista ao aumentar os gastos com defesa. O programa de defesa espacial da Alemanha, avaliado em 35 bilhões de euros, foi destacado como parte de um movimento perigoso de remilitarização.

O ministro russo afirmou que a Alemanha, que anteriormente cooperava com Moscou, mudou de postura após a invasão da Ucrânia, tornando-se uma importante apoiadora de Kiev. Ele acusou o país de tentar se transformar novamente no “motor militar da Europa”, ignorando sua história.

Além das críticas à Alemanha, Lavrov também denunciou as ações de Israel, que, segundo ele, ameaçam a estabilidade da região. Ele mencionou ataques israelenses no Irã e no Catar, e se opôs aos pedidos de anexação da Cisjordânia, considerando-os tentativas de ignorar as decisões da ONU sobre a criação de um Estado palestino. “O uso ilegal da força por Israel contra os palestinos e suas ações agressivas no Irã, Catar, Iémen, Líbano, Síria e Iraque ameaçam explodir todo o Oriente Médio”, enfatizou.

Lavrov também criticou países ocidentais por reimporem sanções ao Irã, dificultando negociações sobre seu programa nuclear. As tensões entre a Europa e a Rússia têm aumentado, com voos de drones e aeronaves de combate sobrevoando territórios da Alemanha, Dinamarca e Noruega.

Esse cenário gera uma preocupação crescente sobre segurança na região e levanta questionamentos sobre o futuro das relações internacionais. O que você pensa sobre as declarações de Lavrov? Deixe sua opinião nos comentários.

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