PRF que matou comandante da Guarda Municipal em Vitória não aceitava fim do relacionamento, diz delegada

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Resumo: A delegada Raffaella Aguiar informou que o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza atuou de forma controladora e não aceitava o fim do relacionamento com Dayse Barbosa, comandante da Guarda Municipal de Vitória, levando-a a óbito com tiros na madrugada desta segunda-feira na casa da vítima, no bairro Caratoíra. Em seguida, Diego tirou a própria vida. A perícia indica premeditação, com vestígios de planejamento, como o uso de ferramentas para arrombar a porta. Testemunhos apontam um histórico de abuso ligado ao término do relacionamento.

De acordo com a delegada, Dayse não havia registrado ocorrências contra o suspeito nem relatado situações de risco, mas surgiram relatos posteriores sobre o comportamento abusivo do policial. As primeiras informações indicam que ele não aceitava o fim do relacionamento, não havia formalização do que ocorria entre eles, e o crime ter sido precedido por ciúmes possessivos é destacado como indicativo de um padrão que antecede a violência física.

A delegada enfatiza que houve planejamento: o suspeito levou ferramentas para romper portas e uma escada para arrombar a residência da vítima, configurando um cenário de preparo para o homicídio. “Tudo aponta para um planejamento com o objetivo de matar Dayse”, afirmou a autoridade, sublinhando que a violência não começou apenas no disparo que ceifou a vida dela.

Em entrevista à TV Tribuna/Band, o pai da vítima, Carlos Roberto Trindade Teixeira, afirmou que o relacionamento era marcado por discussões. Horas antes do ataque, Dayse compartilhou nos stories do Instagram um vídeo da atriz Mônica Martelli sobre autonomia financeira e independência feminina, destacando que ter dinheiro pode permitir que uma mulher saia de um casamento ruim.

A investigação permanece em andamento, com a delegada Raffaella Aguiar à frente do inquérito. O caso acende o debate sobre violência de gênero e controle em relacionamentos, ao mostrar como sinais iniciais de domínio podem evoluir para danos fatais. A cidade de Vitória aguarda novas informações oficiais e medidas de proteção para futuras situações de risco.

Convidamos você a compartilhar opiniões, perguntas e reflexões sobre o tema. Como a comunidade pode fortalecer a proteção a profissionais públicos diante de relacionamentos problemáticos? Deixe seu comentário abaixo para enriquecer o debate sobre violência, autonomia feminina e segurança pública.

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