Mais de 20 pessoas são presas durante operação contra facções criminosas que atuam de dentro do sistema prisional

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Operação Sintonia de Gravata colocou a Bahia em alerta ao prender 22 pessoas nesta sexta-feira, incluindo líderes e investigados ligados a facções criminosas atuando no sistema prisional. A ação, realizada em seis cidades, expõe uma rede que conecta presos custodiados a aliados em liberdade, envolvendo tráfico de drogas, circulação de armas e uma comunicação clandestina para manter o comando ativo.

Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, autorizados pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Eunápolis, com diligências em Serrinha, Salvador, Camaçari, Barreiras, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos notebooks, celulares e documentos que devem aprofundar as investigações e indicar eventuais novos alvos.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados até o mínimo de R$ 10 milhões, além do congelamento de veículos, imóveis, embarcações e aeronaves para evitar a movimentação de recursos vinculados às atividades ilícitas.

A Gaeco aponta a atuação de facções estruturadas, com alcance regional, envolvidas no tráfico de entorpecentes, na circulação de armas e na articulação entre membros presos e em liberdade por meio de um núcleo externo, que transmite ordens entre as lideranças.

Outro aspecto apurado é o papel de advogados, que, segundo as investigações, teriam usado prerrogativas da classe para burlar o isolamento e facilitar a gestão das facções por lideranças presas, atuando na transmissão de mensagens e na tomada de decisões.

Mais de 100 profissionais estiveram envolvidos, entre promotores, membros do Gaeco do MPBA, Denarc, Depin, além de equipes da Polícia Civil, Seap e SSP. A operação faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Gncoc para intensificar o combate às facções em todo o Brasil.

As investigações sugerem uma estrutura organizada, com liderança centralizada, comunicação ágil e uma rede que permitia a continuidade das práticas criminosas, mesmo com detentos sob custódia. O caso reforça o esforço de autoridades locais e nacionais no enfrentamento ao crime organizado na Bahia.

E você, o que pensa sobre esse tipo de operação e o combate a facções criminosas? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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