Alcolumbre pede que STF adie decisão sobre aumento de deputados

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que mantenha o número de cadeiras da Câmara para as próximas eleições, em resposta ao veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei que previa o aumento do número de deputados.

Esse pedido faz parte da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 38, que estipulava que o Legislativo deveria definir a distribuição de cadeiras até 30 de junho deste ano. Segundo essa regra, as 513 vagas seriam redistribuídas proporcionalmente às populações dos Estados. De acordo com o censo do IBGE de 2022, sete Estados perderam habitantes e, portanto, poderiam perder cadeiras.

Entretanto, a Câmara aprovou um projeto que aumentava em 18 o número de cadeiras, garantindo representação para nove Estados que poderiam perder deputados. Embora o projeto tivesse sido aprovado pelo Senado, ele foi vetado pelo governo Lula, que justificou o veto pelo aumento das despesas públicas. Essa decisão representa um revés para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que apoiava a proposta.

Conforme a decisão do STF, caso o Congresso não se manifestasse sobre o assunto, caberia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir sobre as cadeiras já para as eleições de 2026. A representação do Congresso argumenta que o Legislativo ainda precisa decidir sobre a manutenção ou derrubada do veto de Lula, o que significa que o processo não foi finalizado.

“Em virtude do não encerramento do processo legislativo, e para garantir segurança jurídica e estabilidade ao processo eleitoral vindouro, que este Supremo Tribunal Federal mantenha, para as eleições de 2026, o mesmo número de vagas da Câmara dos Deputados por unidade da federação (Estados e Distrito Federal) das eleições de 2022, sem redefinição do número de vagas por unidades da federação, mantendo-se a atual proporcionalidade da representação,” afirma o documento.

Além disso, o Congresso solicita que quaisquer mudanças, independentemente da decisão do Congresso ou da normativa do TSE, só entrem em vigor nas eleições de 2030. Essa solicitação é um aceno de Alcolumbre para Motta, após o Senado arquivar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3 de 2021, conhecida como “PEC da Blindagem”. Essa proposta visava aumentar os mecanismos de proteção a deputados e senadores que enfrentam investigações por crimes cometidos durante o mandato e contava com o apoio da cúpula da Câmara.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Lula vai gravar pronunciamento para o Dia da Mulher; veja detalhes

O presidente Lula planeja intensificar gestos direcionados às mulheres, com ênfase no combate ao feminicídio. Segundo apuração da coluna, ele deve gravar um...

Com garantia de proteção ao agro pelo governo, Senado aprova por unanimidade acordo Mercosul-União Europeia

Senado aprova acordo Mercosul-UE; Brasil mira ganhos e vigilância contínua Em votação simbólica e com apoio unânime, o Senado aprovou o projeto que ratifica...

Empresa reloca imóvel de abrigo à Prefeitura de SP pelo dobro do preço

Uma investigação do Ministério Público de São Paulo aponta indícios de irregularidades em um negócio imobiliário ligado a um centro de acolhida para...