GDF proíbe torcida organizada do Flamengo de ir a estádios por 2 anos

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O Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou que a entrada dos integrantes da Torcida Jovem do Flamengo está proibida nos estádios da capital federal por dois anos. Essa decisão, que segue recomendações do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), foi tomada após a morte de um torcedor do Vasco.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), a medida foi implementada em resposta à Recomenda ção Conjunta nº 06/2025 do MPDFT. Para garantir a segurança, a SSP está mobilizando forças de segurança e órgãos parceiros. Já na segunda-feira (29/9), torcedores da organizada foram vetados no jogo de basquete no Ginásio Nilson Nelson.

Além disso, o GDF irá intensificar a fiscalização nos estádios e no transporte público, além de notificar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e outros clubes sobre essa proibição. A intenção é garantir que todos estejam informados e que a decisão seja cumprida.

Essa ação do MPDFT foi motivada pelo homicídio de Eumar Vaz, torcedor do Vasco da Gama, que foi esfaqueado por integrantes da torcida rival em um ônibus. Durante a confusão, cerca de 20 flamenguistas estavam presentes no local, e um deles chegou a gritar em direção a Eumar, mencionando a organização.

Em nota, a Torcida Jovem do Flamengo afirmou que os agressores não pertenciam à sua ala e desaprovam atitudes violentas. A sede da organizada em Samambaia Sul foi fechada por tempo indeterminado, seguindo a decisão da diretoria, que citou a necessidade de respeitar a situação delicada e proporcionar um ambiente mais seguro.

A morte do torcedor

Eumar Vaz, de 34 anos, fazia parte da torcida Força Jovem do Vasco da Gama. Ele embarcou em um ônibus onde havia torcedores do Flamengo. Relatos indicam que os flamenguistas pediram para Eumar retirar sua camisa da torcida, mas ele se recusou. Com isso, foi agredido e esfaqueado. Apesar do socorro e de ter passado por cirurgia, Eumar não sobreviveu aos ferimentos.

As investigações revelaram que pelo menos seis pessoas participaram da agressão, e a maioria já foi identificada pela 32ª DP (Samambaia Sul). Um adolescente de 15 anos se apresentou na Delegacia da Criança e do Adolescente 2, passou pela audiência e foi liberado, já que não havia flagrante. No entanto, ele foi apreendido posteriormente.

Em depoimento, o jovem confessou estar arrependido e admitiu ter usado a faca durante a briga. Ele alegou que agiu em retaliação às agressões de Eumar e que, durante a fuga, descartou a arma. O adolescente decidiu se entregar após perceber o sofrimento da família de Eumar, expressando remorso pela situação.

Os coautores do crime serão responsabilizados assim que forem identificados, e medidas judiciais já estão sendo tomadas para garantir a punição adequada.

O clima é tenso na região, e essa situação levanta questões sobre a segurança nos eventos esportivos. O que você pensa sobre essa decisão do GDF? Comente sua opinião!

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