MP-BA recomenda suspensão imediata de contrato terceirizado na Prefeitura de Canavieiras

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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) emitiu uma recomendação para que a Prefeitura de Canavieiras suspenda imediatamente o contrato com a empresa CH SERVIÇOS LTDA. O aviso, divulgado na terça-feira (20), aponta indícios de terceirização irregular de mão de obra, o que poderia violar a exigência constitucional de concurso público.

A recomendação foi direcionada ao prefeito Paulo Carvalho e ao secretário de Administração. O MP-BA baseou sua decisão em um inquérito civil que investigava denúncias sobre a contratação de pessoal para funções permanentes e essenciais na saúde pública municipal através de empresas.

Embora o Termo de Referência do pregão tentasse classificar os serviços como “atividades de apoio”, a lista de funções descritas se refere a atividades críticas e essenciais para a Administração Pública, principalmente nas áreas de saúde, educação e assistência social. Segundo a Constituição Federal, esses cargos permanentes devem ser preenchidos via concurso público.

O MP-BA ressaltou que essa prática pode constituir um ato de improbidade administrativa, conforme a Lei nº 8.429/92, por ofender princípios da administração pública e potencialmente prejudicar os cofres públicos. A recomendação também menciona denúncias de ingerência da administração municipal na seleção de funcionários contratados pela empresa terceirizada.

Além disso, informações do Sindicato dos Servidores Municipais indicam que a empresa não estaria realizando corretamente o recolhimento de INSS e outras verbas trabalhistas. Os dados também revelam que há funcionários em excesso no hospital municipal, evidenciando falhas na gestão de pessoal.

O MP-BA pediu a suspensão do contrato e de todos os pagamentos, além de uma revisão detalhada do objeto contratual para reclassificar as funções. O município deve rescindir ou adaptar os vínculos das funções essenciais e abrir um concurso público para preenchê-las.

O prazo para a administração municipal se manifestar sobre a recomendação é de cinco dias. Em dez dias, deve apresentar um plano de ação com um cronograma para as medidas corretivas, além de documentos complementares, como a lista de funcionários terceirizados e comprovantes do recolhimento de verbas trabalhistas.

Esse cenário levanta preocupações sobre a gestão pública na região. O que você acha dessas irregularidades? Deixe seu comentário e compartilhe suas opiniões sobre o tema.

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