Polícia Civil do RJ faz operação contra bebidas adulteradas após aumento de casos de intoxicação por metanol

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Neste sábado, 4 de outubro, a Polícia Civil do Rio de Janeiro desencadeou uma operação para combater a fabricação e o comércio de bebidas alcoólicas adulteradas. A ação surge após um aumento nas notificações de intoxicações por metanol em várias partes do Brasil. Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão na capital e em cidades da Baixada. Durante a operação, milhares de garrafas suspeitas de falsificação foram apreendidas e serão submetidas a testes laboratoriais.

Até o momento, seis pessoas foram levadas à delegacia e devem responder por falsificação e adulteração de bebidas, além de crimes contra as relações de consumo. A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). Desde quarta-feira, 1º de outubro, outras ações de fiscalização têm sido realizadas pela Polícia Civil, que encontrou produtos fora da validade e armazenados de forma inadequada.

Apesar de não haver registros de casos confirmados de intoxicação no estado, o governo do RJ criou uma Sala de Situação para coordenar ações de vigilância em saúde. Um alerta foi emitido para as 92 localidades fluminenses sobre o risco de intoxicação.

Casos no país

O Ministério da Saúde reporta 127 notificações de intoxicação por metanol em 12 estados, com 11 casos confirmados. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garantiu que não há motivo para pânico, mas recomendou cautela no consumo de bebidas destiladas de procedência duvidosa, particularmente aquelas em garrafas com rosca.

Para reforçar o tratamento dos pacientes, o governo federal decidiu enviar 4.300 ampolas de etanol farmacêutico, que serve como antídoto, além de 2.500 doses do medicamento fomepizol, previsto para chegar ao Brasil ainda esta semana.

O metanol, um solvente incolor e inodoro, é mais barato que o etanol e tem sido utilizado ilegalmente para adulterar bebidas como uísque, gim e vodca, visando aumentar os lucros. As investigações indicam que a contaminação pode ter ocorrido em destilarias clandestinas ou por falhas na higienização de garrafas.

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