“Coloca tudo no morto”: bando que fraudou CNU planejou culpar defunto

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A Polícia Federal (PF) revelou a frieza de uma organização criminosa envolvida na fraude de concursos públicos federais, a partir de um áudio obtido durante investigações. Em uma conversa interceptada, Valmir Limeira de Souza sugeriu ao irmão, Wanderlan Limeira de Sousa, que atribuíssem todos os crimes a um homem já falecido, como uma forma de escapar das investigações.

As escuta ocorreram após a prisão de Wanderson Gabriel de Brito Limeira, filho de Wanderlan, durante a Operação Before, realizada pela Polícia Civil da Paraíba em julho de 2024. Wanderson foi detido junto a Bianca Paskelina Pereira Freire, que foi flagrada com um ponto eletrônico no ouvido durante a prova da Polícia Militar da Paraíba.

Valmir disse a Wanderlan: “Pelo que vi, um cara morreu no mês passado, coloca tudo pra ele. Era só conhecido. Até que provem o contrário.”

O homem mencionado era Ygor Thales Morais Félix, marido de Bianca e membro da facção Estados Unidos, conhecida pelo tráfico de drogas em Patos. Ygor foi executado em junho de 2025, um mês antes da prisão de sua esposa e de Wanderson.

Após a conversa, Wanderlan apagou a mensagem, uma prática que se repetiu em diversas ocasiões. No entanto, os diálogos já tinham sido capturados com autorização judicial, permitindo à PF reconstruir toda a narrativa.

Os investigadores notaram que o apagamento das mensagens não foi suficiente para eliminar as provas e, na verdade, indicou que os suspeitos estavam cientes da gravidade de suas ações.

Durante a Operação Before, os policiais apreenderam o ponto eletrônico utilizado por Bianca. Este dispositivo quase invisível possibilitou que ela recebesse respostas em tempo real enquanto realizava a prova.

Após essa apreensão, a organização criminosa aprimorou seus métodos, adotando técnicas mais sofisticadas, culminando na fraude do Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024.

Esse desdobramento revela a complexidade das fraudes em concursos e os métodos cada vez mais audaciosos utilizados por grupos criminosos. O que você acha sobre essas práticas? Deixe sua opinião nos comentários.

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