A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) optou pela manutenção da prisão preventiva do deputado estadual Binho Galinha (PRD). O parlamentar é investigado por supostamente liderar uma organização criminosa em Feira de Santana. A decisão ocorreu em uma sessão extraordinária na última sexta-feira, com 34 votos a favor da manutenção, 18 contra e uma abstenção.
O processo para a votação foi iniciado após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manter a detenção do deputado, negando um pedido de Habeas Corpus. A decisão foi tomada pelo ministro Herman Benjamin, que ressaltou a necessidade de manter Binho Galinha preso durante as investigações.
Durante a votação, que contou com a presença de 53 dos 63 deputados, o advogado de defesa teve 15 minutos para apresentar seus argumentos. Os deputados decidiram apenas sobre a constitucionalidade da prisão, sem entrar no mérito das acusações. Ausentes na sessão estavam nove deputados, incluindo Binho Galinha.
A detenção do deputado se deu após uma operação da Polícia Federal, que também resultou na prisão da esposa e do filho dele. A defesa argumentou que a prisão de Binho Galinha infringia as prerrogativas do cargo, tendo em vista que parlamentares só podem ser presos em casos de flagrante ou crimes inafiançáveis.
As acusações contra Binho Galinha incluem a liderança de uma organização criminosa, lavagem de dinheiro, obstrução da justiça, jogo do bicho e comércio ilegal de armas. O deputado é visto como um dos principais responsáveis por esses delitos na região.
As investigações seguem, e o caso continua sendo uma questão importante para os moradores da cidade e para o cenário político da Bahia. O que você pensa sobre essa decisão? Compartilhe sua opinião nos comentários.
