O que se sabe sobre a volta dos reféns para Israel após cessar-fogo em Gaza

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Um sepultamento de tensões se tornou palpável com o início do cessar-fogo entre Israel e o Hamas na última sexta-feira (10). Este acordo, mediado pelos Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia, prevê a liberação de todos os reféns em até 72 horas. O prazo se encerra às 6h de segunda-feira (13), no horário de Brasília. O governo israelense informa que 48 pessoas ainda estão sob a custódia do Hamas, sendo que 20 delas estariam vivas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou otimismo ao afirmar que acredita na soltura dos sobreviventes na segunda-feira, embora a operação possa acontecer antes do prazo. Enquanto isso, a expectativa cresce em Israel, onde familiares das vítimas, que exigem a devolução dos reféns há dois anos, farão uma declaração em frente a um quartel das Forças de Defesa em Tel Aviv neste sábado (11).

Ainda não há informações claras sobre como se dará a devolução dos reféns. Em ocasiões anteriores, o Hamas havia transferido alguns capturados à Cruz Vermelha, que facilitou a entrega com suporte militar. O grande temor agora gira em torno dos corpos das vítimas que faleceram durante o cativeiro. O Hamas alega não saber a localização dos restos mortais e pediu um prazo maior para encontrá-los.

Para resolver essa situação delicada, a Turquia propôs a criação de uma força-tarefa com a inclusão de autoridades internacionais. As buscas pelos corpos contarão com apoio de Israel, Estados Unidos, Catar e Egito. A imprensa israelense relata que ainda há oito corpos desaparecidos.

Mas o acordo não fica apenas na liberação de reféns. O plano apresentado por Trump também inclui o fim dos bombardeios em Gaza e uma retirada gradual das tropas israelenses. Desde o início do cessar-fogo, as forças israelenses já recuaram, reduzindo a área ocupada de 75% para 53% do território.

O chefe do Estado-Maior de Israel orientou as tropas a estarem preparadas para diversas possibilidades durante o processo de retorno dos reféns. Em contrapartida, o Hamas deve entregar os capturados — sejam vivos ou mortos — em troca da soltura de quase 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo alguns condenados a pena perpétua.

Na esfera política, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enfrenta pressão interna para garantir a liberação dos reféns e manter a estabilidade da coalizão governamental. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, ameaçou sair do gabinete caso o Hamas continue tendo influência em Gaza.

A comunidade internacional observa atentamente o cumprimento do cessar-fogo e o processo de liberação. Espera-se que esse acordo possa finalmente abrir caminho para um desfecho pacífico após dois anos de um conflito devastador, que começou em 7 de outubro de 2023, com um ataque do Hamas, resultando em mais de 1.200 mortes em Israel e mais de 60 mil palestinos mortos em Gaza, conforme autoridades locais.

A situação continua a se desenvolver e, diante de tantas questões em aberto, queremos saber sua opinião. O que você acha que deve acontecer a seguir? Deixe seu comentário abaixo.

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