Pela primeira vez, neurônios artificiais funcionam como os biológicos

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Cientistas criaram neurônios artificiais que imitam de maneira impressionante o comportamento dos neurônios biológicos. Esses novos dispositivos não apenas emitem sinais elétricos como também reagem a estímulos químicos e utilizam energia de forma semelhante.

Esse avanço foi publicado em 29 de setembro na revista *Nature Communications* e representa um passo significativo na integração de dispositivos eletrônicos com o corpo humano.

Anteriormente, neurônios artificiais eram capazes de simular a atividade elétrica das células nervosas, mas precisavam de voltagens muito mais altas que as encontradas em sistemas biológicos. Isso tornava impossível o contato direto com tecidos vivos.

No novo estudo, os pesquisadores ajustaram o dispositivo para operar em voltagens similares às dos neurônios naturais. Isso criou uma conexão mais realista entre biologia e eletrônica.

Neurônios funcionais

O modelo desenvolvido combina um memristor, que imita a capacidade do cérebro para armazenar informações elétricas, com um circuito simples feito de resistores e capacitores. Essa estrutura permite que o dispositivo gere pulsos elétricos de cerca de 120 milivolts, semelhante aos potenciais de ação de um neurônio humano. Além disso, o gasto energético por disparo é baixo, aproximando-se do consumo de uma célula nervosa real.

O estudo mostrou que esses neurônios artificiais reagem a substâncias químicas como íons de sódio e dopamina. Ao detectar variações nas concentrações dessas moléculas, o dispositivo altera automaticamente a frequência de seus impulsos elétricos, similar ao comportamento dos neurônios biológicos, que ajustam sua atividade conforme o ambiente químico.

Em um experimento, os cientistas conectaram o neurônio artificial a células cardíacas cultivadas em laboratório. O circuito respondeu em tempo real às atividades elétricas dessas células, sincronizando suas ações de forma autônoma.

Os pesquisadores acreditam que isso abre portas para a criação de uma “ponte” entre circuitos eletrônicos e tecidos orgânicos, possibilitando o desenvolvimento de próteses neurais, sensores médicos e sistemas híbridos que se comuniquem diretamente com o cérebro ou outros órgãos.

Embora o estudo esteja apenas no início e tenha sido realizado em condições controladas, longe do corpo, novos testes são necessários para avaliar a durabilidade e segurança do dispositivo em ambientes biológicos mais complexos.

Esse avanço é considerado um marco na engenharia neuromórfica, que busca replicar o funcionamento do cérebro em sistemas eletrônicos de baixo consumo energético. Especialistas acreditam que, se for possível conectar milhares desses neurônios artificiais entre si e a tecidos vivos, poderemos criar redes híbridas que combinam a adaptabilidade do cérebro humano com a velocidade e precisão das máquinas.

O que você acha dessas inovações? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas ideias sobre o futuro da ciência e tecnologia!

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Após encontrar Lula, Trump diz que Brasil está “politicamente difícil”

Durante o G7, o presidente dos EUA, em seu segundo mandato, disse ter conversado com o presidente Lula e citou a polêmica envolvendo...

Marta: veja primeira imagem de Alice Carvalho com camisa da Seleção

A cinebiografia da jogadora Marta chega aos cinemas em 8 de abril, com Alice Carvalho no papel principal. A produção promete revelar de...

Datafolha está nas ruas para nova pesquisa que pode consolidar cenário de liderança de Lula sobre Flávio Bolsonaro

Pesquisa em campo traz leitura atual da corrida presidencial: intenções de voto, aprovação de Lula e avaliações sobre economia e segurança. Além disso,...