“Menino da paz”: emoção marca velório de adolescente assassinado no DF

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O velório de Isaac Augusto de Brito Vilhena de Moraes, de 16 anos, foi um momento de profunda emoção. Ele foi esfaqueado no parque das entrequadras 112 e 113 Sul e faleceu no último dia 17 de outubro. Familiares e amigos se reuniram no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, para dar o último adeus ao adolescente.

Seu irmão, Edson Aparecido Avelino Junior, 28 anos, compartilhou a tristeza da família com a imprensa. Ele destacou que Isaac era muito querido e responsável, sempre trazendo alegria aos que o cercavam. “Ele cumprimentava todos, sem distinção. Esse incidente abalou a todos, mas as homenagens trazem um certo conforto”, disse.

Edson ainda lamentou o fato de Isaac sonhar em seguir uma carreira na área de TI, onde ele queria atuar como analista de segurança da informação. “Ele se espelhava em mim e a lembrança disso dói bastante”, completou.

“Que a morte do meu irmão não sirva apenas de exemplo, mas que ajude a evitar novas tragédias como essa”, pediu Edson.

O velório, realizado às 14h, contou com a presença não só de familiares, mas também de amigos do Colégio Militar de Brasília e até mesmo de responsáveis pelo transporte escolar do jovem. Nas expressões dos colegas, era possível ver a dor da perda, acompanhada de abraços e palavras de consolo.

O clima de despedida foi reforçado por orações e cânticos católicos, celebrando a fé que Isaac praticava. Para os moradores da região, ele era um frequentador ativo da Paróquia Nossa Senhora da Guadalupe.

Maurício Copi, um dos padres da paróquia, relembrou Isaac como um jovem ativo que sempre participava das missas e auxiliava na pastoral da juventude. “Ele era muito querido”, afirmou.

Marcelo Flávio Sartori Aguiar, comandante do Colégio Militar de Brasília, disse ter recebido a notícia com grande consternação. Para o estudante João Davi dos Santos Silva, 17 anos, Isaac era “um menino da paz”, que nunca se envolvia em conflitos na escola.

Homenagens

Antes do sepultamento, amigos e familiares formaram um corredor com balões brancos para o cortejo. Enquanto o caixão seguia ao local de enterro, o silêncio e os choros refletiam a dor pela perda. Alunos do Colégio Militar acompanharam o caixão em sinal de respeito e tristeza.

No cemitério, o grupo entoou um canto típico do colégio, seguido pelo ato simbólico de soltar os balões brancos. Durante a cerimônia, familiares continuaram a cantar, despedindo-se emocionados do jovem.


Crime brutal

  • Isaac era morador da 112 Sul e era considerado educado e simpático pelos vizinhos.
  • Segundo relatos, ele estava jogando vôlei quando sete adolescentes o abordaram e roubaram seu celular.
  • Isaac tentou recuperar o aparelho e foi atacado pelos assaltantes.
  • Infelizmente, ele faleceu no Hospital de Base do Distrito Federal após ser socorrido em estado gravíssimo.

Menores apreendidos

A Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu sete adolescentes. Apenas três deles participaram ativamente do assalto que resultou na morte de Isaac. Durante o depoimento, relataram que estavam na Asa Sul para outro propósito, mas decidiram cometer crimes no caminho.

Um dos jovens, já com histórico de apreensão, usou uma faca para ameaçar as vítimas. Enquanto isso, os outros dois aproveitaram para roubar os celulares dos jogadores. Após o ataque, todos foram capturados pela Polícia Militar e conduzidos à Delegacia da Criança e do Adolescente.

Esse trágico incidente levantou questões sobre a segurança na localidade e a necessidade de medidas preventivas. O que você acha que pode ser feito para evitar que situações como essa se repitam? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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