Pastor brasileiro decide se autodeportar para não ficar na ilegalidade nos EUA

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O pastor Albert Oliveira, da Primeira Igreja Batista Gordon, localizada a cerca de 110 km de Fort Worth, tomou a difícil decisão de deixar os Estados Unidos. Ele e sua família estão prontos para deixar para trás a igreja que lideram, pois o visto R-1, que permite a trabalho religioso, está prestes a expirar.

Oliveira acredita que a questão da imigração vai além da legalidade. Em uma declaração ao The Christian Post, ele disse: “Se a lei não oferece justiça a quem a cumpre, cabe à consciência de quem está no poder fazer o que é certo.” Para ele, mesmo diante das incertezas, Deus vai guiar suas ações e tocar os corações dos líderes a resolver essa situação.

Chegando aos EUA em 2011 com visto de estudante, Oliveira se formou em missiologia pelo Southwestern Baptist Theological Seminary. Antes de sua mudança, ele atuava como intérprete para missionários no Brasil. Ao longo de sua trajetória na SWBTS, começou a trabalhar com a FBC Gordon, onde foi nomeado pastor, principalmente durante os desafios trazidos pela pandemia.

Durante seu tempo na igreja, muitas pessoas encontraram a fé cristã e o crescimento ministerial foi notável. Oliveira mencionou que, apesar das dificuldades enfrentadas em uma cidade pequena com apenas 500 habitantes, a igreja estava considerando até expandir o santuário. Ele disse: “O ministério aqui tem sido definitivamente uma aventura alegre.”

No entanto, essa trajetória está prestes a mudar. Oliveira e sua família planejam se autodeportar no dia 9 de novembro. Eles partem com a crença de que chegaram legalmente e sairão da mesma forma. O governo Trump informou que, desde sua posse, mais de 2 milhões de imigrantes ilegais foram removidos ou escolheram se autodeportar.

Apesar de seu filho ser cidadão americano, Oliveira enfrenta a expiração de seu visto, já que o processo para obter um green card está paralisado devido ao grande número de solicitações. Por isso, decidiu que o melhor caminho seria deixar o país antes que a situação se complicasse.

Oliveira espera passar os primeiros seis meses no Brasil e depois na Alemanha, enquanto continua a pastorear a igreja à distância. Ele pretende realizar cultos online e manter sua conexão com a FBC Gordon até que possa retornar, se Deus permitir.

A história de Oliveira reflete uma realidade preocupante. Segundo um relatório, cerca de 80% dos 10 milhões de imigrantes que correm risco de deportação nos EUA são cristãos. Esse levantamento destaca o impacto potencial das deportações nas famílias cristãs americanas.

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