Polícia prende suspeito de tentativa de estupro de brasileira em Paris

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Um homem foi preso na noite de sexta-feira, 24 de outubro, como suspeito de tentar estuprar a brasileira Jhordana Dias, que foi atacada em um trem na periferia de Paris na semana passada. A identificação do suspeito foi possível graças a um vídeo gravado por outra passageira.

Quase dez dias após o ataque, ocorrido no dia 16 de outubro na linha RER C, um homem de 26 anos foi localizado e detido em Mantes-la-Jolie, nos arredores de Paris. Ele está sob custódia e sendo interrogado pelas autoridades. Uma coloração capilar permanente encontrada com ele sugere que ele pretendia mudar sua aparência.

O incidente aconteceu entre as estações de Choisy-le-Roi e Villeneuve-le-Roi. Jhordana, de 26 anos, estava sozinha em um vagão quando foi abordada. Segundo seu relato, o agressor a mordeu violentamente no lábio, causando ferimentos no rosto, e apertou seu pescoço na tentativa de silenciá-la.

Ela foi socorrida por Marguerite, uma passageira do vagão ao lado, que ouviu seus gritos. “Era preciso fazer alguma coisa. Para mim, é inconcebível não agir. Ou você enfrenta ou se arrepende disso pelo resto da vida”, declarou Marguerite ao jornal Le Parisien. No vídeo gravado por ela, é possível ouvir Jhordana chorando e gritando em português.

O agressor fugiu, mas seu rosto foi registrado pelas imagens de Marguerite, que ajudou Jhordana após o ataque. Essas gravações foram fundamentais para a identificação do suspeito, e um esquema especial de vigilância foi montado para capturá-lo. Além disso, foi aberta uma investigação por tentativa de estupro.

Após a divulgação das imagens, outras duas mulheres se apresentaram, alegando que também foram vítimas do mesmo agressor. A polícia investiga a possibilidade de haver mais vítimas.

Brasileira traumatizada

Natural de Goiânia e estudante de contabilidade, Jhordana chegou a Paris recentemente para visitar o irmão, que mora em Juvisy-sur-Orge, na região metropolitana. Desde o ataque, ela está profundamente abalada, e seu irmão revela que o fato do agressor ainda estar em liberdade a deixava “muito nervosa” e a impedia de sair de casa com tranquilidade.

Essa situação é um lembrete da importância de apoio e vigilância em situações de risco. O que você acha que deve ser feito para garantir a segurança dos passageiros nos transportes públicos? Deixe sua opinião nos comentários.

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