Presidente da OAB nega que AGU seja “trampolim” para vaga no STF: “Uma injustiça com o cargo”

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O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, fez comentários importantes durante o 13º Encontro Nacional do Colégio Permanente de Juristas da Justiça Eleitoral (COPEJE), que aconteceu nesta sexta-feira em Salvador. Ele abordou o histórico de membros da Advocacia Geral da União (AGU) que foram indicados para o Supremo Tribunal Federal (STF) e refutou a ideia de que esse cargo seja um “trampolim” para a corte superior.

Simonetti afirmou que considera essa perspectiva uma injustiça. Segundo ele, o cargo de advogado-geral da União possui status de ministro, o que indica a confiança do presidente da República na pessoa indicada. “Não, não vejo isso de forma alguma. É uma injustiça com o cargo, que representa uma carreira séria na advocacia pública”, disse o presidente da OAB.

Ele ressaltou que, entre os advogados-gerais que já ocuparam a AGU, estão nomes como Gilmar Mendes e André Mendonça, ambos atuais ministros do STF. Com a vacância deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, Jorge Messias, atual AGU, é visto como o favorito para a vaga.

Simonetti também acrescentou que a confiança do presidente é um dos critérios a serem considerados na hora da indicação. “A AGU representa uma carreira seríssima e não deve ser vista como um simples trampolim para o STF”, finalizou.

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