MPT recomenda que iFood assuma custo de contribuição previdenciária de entregadores

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Ministério Público do Trabalho (MPT) enviou uma recomendação ao iFood para que a empresa seja responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias dos entregadores que utilizam a plataforma. Essa decisão visa garantir que os trabalhadores possam se beneficiar da proteção do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), proporcionando acesso a auxílios, aposentadoria e cobertura em casos de acidentes.

A recomendação foi encaminhada recentemente e destaca que os custos não devem ser transferidos aos entregadores. O MPT também trabalha junto à Receita Federal para assegurar a cobrança de valores retroativos, garantindo a proteção dos trabalhadores desde o início das atividades da empresa no Brasil.

Segundo o procurador Ilan Fonseca, vice-coordenador nacional de Combate às Fraudes na Relação de Emprego no MPT, a intenção é oferecer proteção social sem ônus para os entregadores, argumentando que qualquer omissão deve ser da plataforma. O não cumprimento da recomendação pode resultar em ações judiciais contra a empresa.

Conforme a recomendação, o iFood deve reter e recolher 11% da remuneração de cada entregador, referente à contribuição como prestador de serviço, além de 20% a mais como contribuição patronal à Previdência Social. Fonseca ressaltou a importância dessa contribuição, que garante amparo em momentos de fragilidade, como doenças, invalidez ou velhice.

A recomendação baseia-se em um estudo abrangente sobre as relações de trabalho no setor, conduzido pela Fundacentro e pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Os dados revelam que, entre 2021 e 2023, 58,9% dos entregadores entrevistados relataram ter sofrido acidentes de trânsito, assaltos ou agressões durante a atividade. As situações de risco foram mais frequentes entre motociclistas (63,6%), seguidos por ciclistas (50%) e motoristas de carros (45,5%).

Fonseca destacou que esses números alarmantes estão relacionados à falta de cobertura previdenciária. Muitos trabalhadores não têm acesso a Comunicações de Acidente de Trabalho (CATs), o que impossibilita a obtenção dos benefícios do INSS.

E você, o que pensa sobre essa recomendação? Acredita que essa mudança será benéfica para os entregadores? Compartilhe sua opinião nos comentários!

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

MP aponta “escalada de abusos” e cita 47 investigações contra delegado

Resumo: o Ministério Público de Roraima pediu o afastamento cautelar do delegado Alexandre Henrique de Matos Lima, da Polícia Civil, citando um conjunto...

CCJ da Alerj aprova tornozeleira rosa para agressores de mulheres

Brasil CCJ da Alerj aprova projeto que cria a tornozeleira rosa para monitorados por violência contra a mulher, com objetivo de...

Mortes por terremotos na Venezuela sobem para 3.811

No fim de junho, dois terremotos atingiram a Venezuela, deixando 3.811 mortos, segundo balanço recente do governo divulgado nesta quarta-feira. O número representa...