Ameaça militar voltou a fazer parte do cotidiano da América Latina, diz Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste domingo, 9, que a ameaça de uso da força militar retornou ao cotidiano da América Latina e do Caribe. A declaração foi feita durante a Cúpula Celac-União Europeia em Santa Marta, na Colômbia, e sugere uma referência clara às ações do governo dos Estados Unidos contra a Venezuela.

Lula destacou que “democracias não combatem o crime violando o direito internacional”. Este comentário emerge em meio ao aumento da presença militar dos EUA na região sob o pretexto do combate ao narcotráfico. Nos últimos meses, o governo americano tem destruído embarcações que supostamente transportavam drogas, resultando até na morte de tripulantes.

O presidente brasileiro reforçou que a América Latina deseja manter-se como uma “região de paz”. Ele criticou as velhas retóricas que justificam intervenções ilegais e enfatizou que “democracias não combatem o crime violando o direito internacional”.

Além disso, Lula destacou que a “democracia também sucumbe quando o crime corrompe instituições”, ressaltando a importância de garantir a segurança como um dever do Estado e um direito fundamental. Ele afirmou que não existe uma “solução mágica” para a criminalidade e defendeu ações firmes contra o crime organizado, buscando obstruir seu financiamento e eliminar o tráfico de armas.

Lula também fez uma reflexão sobre o retrocesso nos projetos de integração na região, dizendo que a América Latina está novamente dividida. Ele lamentou o aumento da intolerância, que impede o diálogo e fomenta o extremismo político. “Projetos pessoais de apego ao poder muitas vezes solapam a democracia”, constatou.

Em seu discurso, o presidente também mencionou a futura COP30, que ocorrerá em Belém, e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, como uma solução inovadora para a preservação das florestas. Ele ainda expressou suas condolências às vítimas do tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná.

E você, o que pensa sobre a atual situação da América Latina e a posição do Brasil frente a essas ameaças? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião.

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