Tijolada no rosto: gari é agredido por morador após briga sobre lixo

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O gari Francisco Ferreira da Silva, de 47 anos, sofreu uma grave agressão enquanto trabalhava na quinta-feira (13), na Travessa Havaí, no bairro Glória, em Rio Branco (AC). Ele foi atingido no rosto por um tijolo lançado por um morador, depois de se recusar a coletar uma garrafa de vidro deixada fora da lixeira.

A recusa de Francisco se baseou nas normas de segurança da coleta de lixo. A brutalidade da cena chocou seus colegas de trabalho, resultando em uma paralisação parcial das atividades na sexta-feira (14) e em uma mobilização pedindo justiça e mais segurança para os garis que atuam nas ruas da cidade.

Discussão terminou em violência

Segundo testemunhas, o morador exigiu que Francisco recolhesse o vidro deixado na calçada. Francisco disse que só poderia retirar o lixo devidamente acondicionado. Após a discussão, enquanto subia no caminhão de coleta, foi atacado com um tijolo no rosto e ainda ouviu ofensas antes de cair no chão.

Ele foi socorrido por colegas e levado ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde permanece internado. Em um vídeo gravado no hospital, o gari aparece com o rosto coberto por curativos e visivelmente machucado. “Quebrou um osso meu”, desabafa, ainda atordoado pela agressão.

Estado de saúde e cirurgia

De acordo com a empresa Limpebras, que gerencia a coleta, Francisco está estável, mas aguarda a redução do inchaço para passar por uma cirurgia no maxilar. Como não pode registrar uma ocorrência devido à sua internação, a empresa fez isso em seu nome.

O morador que lançou o tijolo procurou a família de Francisco para pedir desculpas. No entanto, não prestou assistência e não se apresentou às autoridades.

Prefeitura repudia agressão

A Prefeitura de Rio Branco publicou uma nota repudiando o ataque, considerando a conduta do morador criminosa e inaceitável. A nota destacou que Francisco atuava conforme as orientações corretas para o descarte de resíduos irregulares. A administração municipal reforçou que não tolera violência contra servidores ou trabalhadores terceirizados.

“Profissionais que cuidam da cidade merecem exercer suas funções com dignidade, respeito e segurança”, afirma a nota.

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