TJ-BA redefine estrutura correicional com nova emenda regimental

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) anunciou uma mudança importante na sua estrutura administrativa com a publicação da Emenda Regimental n. 05, no dia 14 de novembro de 2025. Essa mudança começará a valer no primeiro dia útil de fevereiro de 2026 e visa atualizar o Regimento Interno do Tribunal, de acordo com a Lei Estadual n. 14.955/2025, que reformulou as Corregedorias do Poder Judiciário da Bahia.

Uma das principais alterações trazidas pela emenda é o fim da Corregedoria das Comarcas do Interior. Em seu lugar, foi criada uma nova divisão de competências entre dois órgãos. A Corregedoria-Geral da Justiça, que antes tinha supervisão apenas sobre os serviços judicial e extrajudicial nas comarcas de entrância final, agora terá jurisdição exclusiva sobre o serviço judicial em todas as comarcas do estado, incluindo as entrâncias inicial, intermediária e final.

Além disso, foi estabelecida a Corregedoria-Geral do Foro Extrajudicial, que será responsável pela fiscalização de todo o serviço extrajudicial na Bahia. Essa nova estrutura visa segmentar a supervisão que antes era centralizada, criando um órgão específico para os cartórios e serventias extrajudiciais.

Segundo a emenda, é papel do Corregedor-Geral da Justiça realizar correições, supervisionar a distribuição de processos, editar normas para padronizar serviços e fiscalizar os atos de magistrados e servidores do serviço judiciário. Por sua vez, o Corregedor-Geral do Foro Extrajudicial deverá normatizar e disciplinar os serviços de cartório, processar notários e registradores, designar interventores, coordenar a regularização fundiária e atuar como relator em questões de dívida registral.

A nova estrutura também destaca o papel do Corregedor, que agora faz parte da Mesa Diretora, ao lado do Presidente, dos Vice-Presidentes e do Corregedor-Geral da Justiça. O responsável por esse novo órgão terá uma posição especial nas sessões plenárias, sem integrar câmaras ou turmas durante o mandato, e será um membro nato do Conselho da Magistratura.

Essa reestruturação, que atende a uma exigência da lei estadual, resulta em um modelo de fiscalização mais claro e especializado: uma corregedoria focada na esfera judicial e outra para a extrajudicial.

O que você acha dessas mudanças no TJ-BA? Deixe sua opinião nos comentários e participe dessa conversa.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

PF mira contrabando no Porto do Rio; 25 servidores são afastados

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Mare Liberum para desarticular um esquema de corrupção e...

Destino de veto da dosimetria passa por Messias, diz relator

Resumo objetivo A expectativa de votações relevantes na próxima semana envolve a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e o veto...

Homem preso ao dirigir bêbado já tinha condenação por causar acidente

Um administrador de 45 anos foi preso ao sair dirigindo alcoolizado da 5ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal. Em 2025, ele já...