Moares decreta prisão do deputado federal Alexandre Ramagem após sair do país para Miami

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta sexta-feira (21) a prisão preventiva do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A decisão surge enquanto o parlamentar, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi avistado em um condomínio de luxo em North Miami.

Já sob medidas cautelares rigorosas do STF, Ramagem tinha restrições que incluíam a proibição de deixar o país e a entrega de seus passaportes, tanto nacional quanto estrangeiro. Sua prisão foi decretada após ser visto fora do Brasil.

O deputado está fora do território nacional desde setembro, o que gerou preocupações na Polícia Federal (PF) sobre como conseguiu desviar das medidas judiciais. A própria Câmara de Deputados não tinha informações sobre a viagem do parlamentar.

Fontes de investigação sugerem que ele pode ter saído do país por fronteiras terrestres, possivelmente pela Venezuela ou Guiana, após uma passagem por Boa Vista (Roraima), antes de seguir para os EUA. Ramagem detém um passaporte diplomático em validade até 2027.

Assista ao momento em que o deputado é flagrado em Miami:

A decisão de Moraes não foi apenas pela ausência do país, mas também reforçada pela gravidade da sua condenação. Ramagem foi condenado pela Primeira Turma do STF a 16 anos e um mês de prisão, em regime fechado, envolvido em um esquema golpista, além de perder seu cargo e mandato na Polícia Federal.

A prisão foi solicitada pelo PSol, que destacou que a permanência do parlamentar no exterior constituía um “risco real de fuga”. A gravidade dos crimes que enfrenta, como tentativa de golpe e organização criminosa, justificava uma ação judicial rápida para garantir o cumprimento da lei.

Até agora, Ramagem não comentou sobre a prisão. Sua defesa informou que não se manifestará sobre o caso, com informações confirmadas pelo portal Metrópoles.

O desdobramento desse caso promete impactar a política nacional e levantar discussões sobre os limites de atuação de parlamentares. O que você acha dessa situação? Deixe sua opinião nos comentários!

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