Eduardo Bolsonaro sobre o julgamento do pai: “Bizarrice alexandrina”

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não poupou palavras ao se referir ao recente julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, e seus aliados, os quais foram condenados por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. Eduardo descreveu a decisão como uma “bizarrice alexandrina” após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarar o trânsito em julgado do caso, ou seja, sem possibilidade de recursos.

Em sua conta no X (antigo Twitter), ele postou uma montagem com imagens dos condenados, adicionando a frase “soltar traficantes e prender generais”. No mesmo post, Eduardo minimizou as implicações do que chamou de “golpe da Disney”, sugerindo que a situação não teria força para provocar uma ruptura institucional.

“Foi um julgamento político e isso vai mudar o cenário e corrigir essa bizarrice alexandrina. Podem anotar”, escreveu, demonstrando sua indignação.

Postagem de Eduardo:

X

Condenações e cumprimento de penas

O ministro Alexandre de Moraes anunciou o trânsito em julgado da Ação Penal 2668, uma decisão que oficializa as condenações da Primeira Turma do STF. Jair Bolsonaro, preso desde sábado (22/11), cumprirá 27 anos e três meses na Superintendência da Polícia Federal, onde já se encontra. Ele foi considerado culpado por liderar uma organização criminosa que arquitetou um golpe após as eleições de 2022.

O general Walter Souza Braga Netto, condenado a 26 anos, continuará detido na Divisão do Exército no Rio de Janeiro, onde já estava desde dezembro de 2024. Outra figura importante, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, recebeu 24 anos de pena e foi preso no escritório de seu advogado, enquanto tentava evitar a detenção.


Onde cada réu cumprirá pena

  • O almirante Almir Garnier, prestes a cumprir 24 anos, ficará na Estação Rádio da Marinha, em Brasília.
  • Augusto Heleno foi condenado a 21 anos e cumprirá pena no Comando Militar do Planalto.
  • O general Paulo Sérgio Nogueira, condenado a 19 anos, também ficará no Comando Militar do Planalto, em Brasília.
  • Condenado a 26 anos, o general Braga Netto seguirá na Divisão do Exército, no Rio de Janeiro.
  • Anderson Torres, além de sua sentença de 24 anos, ficará no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”.

Situação dos réus restantes

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), também condenado, permanece foragido nos Estados Unidos, sem ter sido localizado para cumprir sua pena. Por outro lado, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, escapou da prisão. Ele recebeu uma pena de dois anos em regime aberto e, após decisão do STF, teve sua tornozeleira eletrônica removida. Mauro agora deve permanecer em casa, exceto com autorização judicial, e não pode deixar o país.

O desdobramento deste caso certamente irá impactar o cenário político. O que você pensa sobre essas condenações? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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