Nigéria: 24 estudantes sequestradas são libertadas após onda de sequestros em massa

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Vinte e quatro estudantes sequestradas no noroeste da Nigéria foram libertadas no último domingo, após uma operação de segurança. Esse sequestro fazia parte de uma série de incidentes semelhantes ocorridos durante a semana anterior, que deixaram centenas de pessoas desaparecidas.

As alunas foram levadas em 17 de novembro da Escola Secundária Feminina do Governo em Maga, estado de Kebbi, quando homens armados invadiram a escola por volta das 4h da manhã. Durante o ataque, o vice-diretor foi assassinado e um segurança ficou gravemente ferido, vindo a falecer posteriormente no hospital.

Logo após o ataque, duas meninas conseguiram escapar. As 24 restantes foram resgatadas no dia 25 de novembro, com a ajuda de equipes táticas da polícia e grupos de vigilantes locais. O incidente em Kebbi ocorreu após um sequestro em massa na sexta-feira no estado de Níger, onde 303 crianças e 12 funcionários da Escola Católica de Santa Maria foram sequestrados. Esse ataque levou o governo local a fechar todas as escolas no estado a partir de sábado.

Até sábado, cinquenta crianças haviam escapado do cativeiro e voltado para suas casas. O reverendo Bulus Dauwa Yohanna, presidente da Associação Cristã da Nigéria no estado de Níger, comunicou que a escola só soube das fugas após contatar as famílias das crianças. Ele pediu que todos continuem orando pelo retorno seguro das vítimas restantes.

O incidente gerou repercussão internacional. O Papa Leão XIV abordou o assunto durante uma missa na Praça de São Pedro, pedindo pela libertação de todos os reféns. O presidente nigeriano, Bola Tinubu, assegurou que seu governo está comprometido em garantir a segurança de todos os cidadãos e não irá recuar diante das ameaças terroristas.

Outros sequestros também aconteceram no norte da Nigéria durante a mesma semana. No domingo, combatentes do Estado Islâmico sequestraram 13 meninas em Askira-Uba, estado de Borno, enquanto colhiam plantações. Uma das meninas conseguiu fugir, mas muitos moradores abandonaram a área. Na segunda-feira, homens armados tomaram seis mulheres e dois homens na aldeia de Biresawa, estado de Kano.

Na terça-feira, as autoridades confirmaram a morte do reverendo James Audu, sequestrado em 28 de agosto em Kwara. Os sequestradores inicialmente pediram um resgate de 100 milhões de nairas, valor que foi reduzido para 5 milhões, mas após receberem o pagamento, exigiram mais 45 milhões e assassinaram Audu antes que novas negociações pudessem ocorrer.

O CEO da Christian Solidarity Worldwide (CSW), Scot Bower, elogiou a libertação das estudantes, mas criticou a falta de transparência nas operações de resgate. Ele destacou que, apesar da capacidade das autoridades nigerianas de responder a ameaças, a escassez de informações sobre os resgates levanta preocupações sobre a confiança pública no Estado de Direito.

A Conferência Episcopal Católica da Nigéria também se pronunciou, pedindo ao governo ações decisivas para restaurar a segurança nacional. Os bispos mencionaram o assassinato de mais de 70 pessoas e o deslocamento de 3.000 famílias em Taraba, exigindo justiça para as vítimas da violência.

O norte da Nigéria, predominantemente muçulmano, aplica a lei islâmica em muitos estados, enquanto o sul é majoritariamente cristão, com uma forte presença de igrejas. Essa divisão religiosa e política influencia a sociedade e gera tensões sempre que ocorrem confrontos.

Recentemente, o Tribunal de Justiça da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental iniciou a execução de uma decisão que exige a revogação ou revisão das leis de blasfêmia do estado de Kano, promovendo a adequação das leis locais às obrigações da Nigéria em relação aos direitos humanos.

É evidente que a situação na Nigéria é complexa e cheia de desafios. O que você pensa sobre as medidas que estão sendo tomadas para enfrentar essa violência? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião.

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