Polícia Militar proíbe filiação partidária de PMs da ativa em todo o estado após recomendação do MP-BA

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Comando-Geral da Polícia Militar da Bahia anunciou a proibição de filiação partidária para policiais da ativa, seguindo uma recomendação do Ministério Público do Estado (MP-BA). A medida foi implementada na quinta-feira (27) após o MP-BA sugerir a desfiliação de 84 policiais militares lotados em unidades da região oeste do estado.

Segundo o MP-BA, a filiação partidária de PMs em exercício desrespeita princípios fundamentais como hierarquia, disciplina e neutralidade política. A recomendação orientou os comandos a dar notificações aos policiais para que realizem a desfiliação em até 15 dias, sob risco de enfrentar um procedimento administrativo disciplinar.

LEIA TAMBÉM:

  • Jerônimo propõe criação do Código de Ética da PM e dos Bombeiros e atualiza transgressões disciplinares; veja detalhes

A corporação também determinou que diretores, comandantes e chefes realizem um levantamento interno para identificar eventuais irregularidades.

Essa sugestão foi baseada em uma análise do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que encontrou policiais da ativa filiados a partidos políticos, o que é considerado incompatível com a legislação vigente e com o Estatuto dos Policiais Militares da Bahia.

No documento encaminhado em 6 de novembro, foram listados 84 militares nessa situação. A comunicação foi direcionada ao Comando de Policiamento da Região Oeste (CPR-O), à Companhia Independente de Policiamento Tático da Região Oeste (CIPT-O) e à Companhia Independente de Policiamento Especializado do Cerrado (Cipe Cerrado).

Ainda foi determinada a criação de rotinas de verificação junto à Justiça Eleitoral. Além disso, os comandos devem enviar um relatório detalhado sobre as medidas adotadas em até 45 dias. Para cada pleito eleitoral, os comandantes e diretores devem acompanhar a participação de policiais como candidatos, garantindo que a regularização funcional ocorra ao final do mandato, se eleito, ou imediatamente após o retorno à atividade, se não eleito.

Esse movimento da Polícia Militar gera um debate importante sobre a separação entre atividade policial e política. O que você pensa sobre essa decisão? Compartilhe sua opinião nos comentários!

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Empresa ligada a PCC recebeu milhões de financiadora de “Dark Horse”

Resumo: a Entre Investimentos repassou 26.225.110,00 reais à ACX ITC Serviços de Tecnologia, empresa ligada a uma suposta rede de lavagem de dinheiro...

Ex-aprendiz diz que nunca sofreu assédio de ministro Buzzi

O ministro afastado do STJ, Marco Buzzi, aparece no centro de denúncias de importunação sexual. A defesa juntou aos autos uma declaração de...

Homem é preso com pistola após tentar fugir de abordagem no Pelourinho

Um homem de 39 anos foi preso no Pelourinho, em Salvador, após ser flagrado com uma pistola Glock calibre .380 durante uma abordagem...