Atirador do Cefet foi afastado por não aceitar ser chefiado por mulher

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A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) da Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando um ataque ocorrido na tarde desta sexta-feira (28 de novembro) no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet), localizado na unidade Maracanã, na Zona Norte do Rio.

O principal suspeito do crime, João Antônio Miranda Tello Ramos, foi afastado do trabalho por se recusar a aceitar chefias exercidas por mulheres. Essa resistência, apontada nas primeiras investigações, teria contribuído para os desentendimentos que levaram ao ataque.

Allane de Souza Pedrotti Matos, diretora da equipe pedagógica e uma das líderes que João Antônio não aceitava, foi transferida para outra unidade por conta de conflitos. Insatisfeito, ele tentou reverter essa transferência com a ajuda do Ministério Público Federal, mas não teve sucesso.

Problemas de convivência

Após ser realocado, João Antônio continuou a apresentar dificuldades de convivência. Isso resultou em um afastamento cautelar, mas um laudo psiquiátrico indicou que ele estava apto para retornar ao trabalho, sendo enviado de volta para a unidade Maracanã.

Na sexta-feira, ao chegar ao setor de pedagogia, o servidor disparou contra a psicóloga Layse Costa Pinheiro, de 40 anos, e, em seguida, contra Allane. Ambas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros, que chegou ao local às 15h50, mas não resistiram aos ferimentos.

Após o ataque, o atirador foi encontrado morto no local pelos policiais militares que responderam à ocorrência. A Polícia Civil continua investigando, ouvindo depoimentos e analisando documentos para esclarecer as circunstâncias e as motivações por trás desse trágico evento.

Esse caso levanta questões importantes sobre a aceitação de lideranças femininas em ambientes de trabalho e as consequências de conflitos não resolvidos. O que você pensa sobre isso? Deixe sua opinião nos comentários.

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