Patins estão proibidos? Entenda polêmica sobre marquise do Ibirapuera

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A Marquise do Parque Ibirapuera está fechada para reforma, mas o futuro do espaço gera controvérsias. A Prefeitura de São Paulo já começou a conversar sobre as regras de uso quando a obra for concluída, prevista para 2026. No entanto, a proposta de proibir o uso de patins e até piqueniques sob a marquise veio acompanhada de críticas de frequentadores.

O documento que levantou preocupações sugere restrições que incluem a proibição de patins, skate, e até mesmo eventos sociais. A gestão do prefeito Ricardo Nunes afirmou que as discussões ainda estão em andamento. Daniele Diamante, de 43 anos, lamentou a possibilidade de perder essa tradição: “Eu vinha aqui andar de patins na adolescência. Seria uma pena se isso fosse proibido”.

Marquise do Ibirapuera em reforma

Assim como Daniele, outros frequentadores expressaram sua frustração. Para a médica Tainá Gonçalves, de 35 anos, as restrições contrariam a história do local, considerado um ponto de encontro para amantes de patins e skate. “A lembrança de infância que temos é essa”, comentou. Carolina Mayara da Silva, de 36 anos, destacou que o espaço é ideal para quem está aprendendo a praticar esportes.

As críticas ao regulamento foram ecoadas por conselheiros do parque. William Mendes questionou que, se tudo é proibido, qual será o futuro da marquise? A lista de proibições inclui não apenas patins, mas também brincadeiras de rua e comportamento considerado inadequado. Uma das defesas para as restrições é a segurança dos visitantes, mas muitos argumentam que isso pode criar um ambiente exclusivo, afastando o caráter público.

Novas Diretrizes e Debates Atuais

Diante da pressão popular, a Prefeitura reconsiderou algumas propostas. O secretário de Verde e Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi, indicou que se busca um equilíbrio entre segurança e uso público. Ele afirmou que a minuta apresentada não reflete a visão da gestão. “Todo mundo vai andar na marquise, mas com regulamentação dos espaços”, afirmou.

Por outro lado, a concessionária Urbia defende as restrições, alegando que o espaço deve ser exclusivo para pedestres, a fim de evitar conflitos. A empresa também lembrou que foram criados locais adequados para esportes dentro do parque.

Frequentadores não se calaram e promoveram uma carta em defesa de um espaço público democrático. A vereadora Renata Falzoni, uma das movimentadoras da carta, ressaltou a importância de revisar as restrições propostas.

A Prefeitura reiterou em nota que o acesso à Marquise será garantido e que as regras de uso ainda estão sendo discutidas. A expectativa é que o espaço reabra em janeiro de 2026, com um valor total estimado para as obras chegando a R$ 86 milhões.

Você é a favor ou contra as restrições na Marquise do Ibirapuera? Deixe sua opinião nos comentários e participe dessa discussão que envolve toda a região!

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