Vereadoras batem boca sobre homenagem à cantora Ludmilla: “É crime ser branco”

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Resumo para SEO: Vereadoras de Niterói protagonizaram um bate-boca público após a aprovação, por 8 votos a 6, do título de cidadã niteroiense para a cantora Ludmilla. O episódio ocorreu durante uma sessão da Câmara Municipal na terça-feira (3/3) e envolveu acusações sobre a Lei Anti-Oruam, além de fortes manifestações nas redes do plenário.

As vereadoras Benny Briolly, do PSol, e Fernanda Louback, do PL, discutiram após a aprovação da homenagem à artista. Briolly defendeu a honraria como reconhecimento a uma figura pública preta, pobre e periférica que rompe barreiras, enquanto Louback justificou o voto contrário citando suposta infração à Lei Municipal 4.097/2025, conhecida como Lei Anti-Oruam, que proíbe o uso de recursos públicos para divulgar espetáculos abertos a crianças que promovam crime ou drogas. A sessão terminou antes do previsto devido ao confronto.

Lei Anti-Oruam

Louback afirmou que Ludmilla teria violado a Lei Municipal 4.097/2025 durante um show de Réveillon na Praia de Icaraí. A norma proíbe o uso de recursos públicos para contratar ou divulgar espetáculos abertos a crianças e adolescentes que façam apologia ao crime ou às drogas.

Em meio ao embate, Louback fez uma menção que gerou reação: “É impressionante que parece que hoje é crime no Brasil você ser branco… todo mundo no país é miscigenado”, deixando a sessão tensa. Briolly respondeu gravando um vídeo, sinalizando que a decisão representaria a afirmação de uma trajetória de uma mulher negra, periférica e que empodera o Brasil e o mundo.

Briolly também criticou a postura da oposição, destacando que a bancada do PL tentou intimidar sua equipe após o resultado desfavorável. A sessão foi interrompida temporariamente para evitar agressões físicas, e assessores precisaram intervir para conter o conflito.

Posicionamento nas redes sociais

Após o ocorrido, Briolly publicou que a bancada do PL foi agressiva com ela e sua equipe, tentando intimidar. Ela destacou que defender a trajetória de Ludmilla é reconhecer a representatividade de uma mulher negra e periférica que rompe barreiras e inspira o Brasil e o mundo.

Fernanda Louback reagiu, dizendo que “quem perdeu o decoro foi a esquerda” e acusou a vereadora de ouvir debochar durante a fala. Louback afirmou ainda que irá representar a Comissão de Ética da Câmara para apurar o caso. A dupla publicou mensagens sobre o episódio e sobre o que consideram uma retaliação política.

Veja: publicações e vídeos relacionados foram usados para ilustrar os posicionamentos de ambos os lados em redes sociais.

O episódio reacendeu o debate sobre representatividade, ética e limites do tom no plenário, com mensagens de apoio e críticas circulando entre os moradores da cidade.

E você, o que pensa sobre essa discussão entre as vereadoras de Niterói? Deixe seu comentário e compartilhe a sua visão sobre a homenagem a Ludmilla, a Lei Anti-Oruam e a atuação dos parlamentares.

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