PSDB e PSD pagaram R$ 1,1 milhão para aliada da “rainha do pó” em MG

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Instagram CNM Aviação / reprodução
Juliana Costa Nobre, da CNM Aviação

Resumo — Investigação sobre contratos de 2022 envolvendo a CNM Aviação, empresa de táxi aéreo ligada a Juliana Costa Nobre Magalhães, aponta a atuação de integrantes de uma quadrilha associada à traficante Karine Campos, conhecida como a “rainha do pó”.

O caso envolve pelo menos R$ 1,1 milhão em pagamentos entre partidos e a CNM Aviação. O PSDB Nacional gastou R$ 551,7 mil e o PSD de Minas Gerais, R$ 555,4 mil com voos da empresa, entre abril e setembro de 2022. Em 2023, houve ainda uma nota de R$ 22,2 mil registrada em junho.

CNM Aviação foi aberta em 2021 por Juliana, irmã de Leonardo Costa Nobre, apontado pela polícia como um dos líderes do grupo ligado à traficante Karine Campos. A Justiça Federal a acusa de atuar como gerente-executiva da quadrilha. Juliana chegou a ser presa preventivamente em 2023, foi liberada e, desde então, figura como denunciada na operação.

Segundo a polícia, Juliana assumiu negócios anteriormente geridos por Leonardo, usando documentos falsos e empresas de fachada para manter lucros ligados ao tráfico internacional e à lavagem de dinheiro. A CNM Aviação teria ocupado o hangar que antes pertencia à BHZ Táxi Aéreo, no mesmo espaço, fortalecendo uma rede de operações ilícitas.

A relação entre a CNM e o financiamento de campanhas também aparece nos registros: a empresa recebeu R$ 54 mil da campanha de Kalil ao governo de Minas (2022; hoje no PDT) e mais R$ 14,7 mil da campanha do deputado Eros Biondini, além de R$ 14,1 mil da filha dele, Chiara Biondini, ambos do PL.

Mais recentemente, em 2022-2023, a CNM passou a arrendar uma aeronave de Fred Costa (PRD-MG) — o deputado afirmou desconhecer as investigações. Em resposta, o PSDB e o PSD destacaram que a CNM apresentava documentação regular, licenças e seguros, negando vínculos diretos com as legendas.

Procuração fraudulenta também aparece na denúncia: um documento de 2021, assinado por Carmelito Cerqueira Lima (falecido em 1992), outorgava a Juliana o direito de gerir o hangar da Pampulha. A assinatura foi encontrada em uma conta de armazenamento, com identidade falsa associada, evidenciando fraude segundo o Ministério Público.

As autoridades mantêm o foco na ligação entre Juliana e Leonardo — em conjunto com a organização de Karine Campos —, enquanto Juliana permanece foragida. O Ministério Público Federal descreve a CNM Aviação como parte de uma rede dedicada a bens e ativos do tráfico internacional e à lavagem de dinheiro. E você, o que acha dessa relação entre política, empresas aéreas e crimes? Comente sua opinião e participe da discussão com a comunidade.

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