CGU: ex-chefe da Receita que liberou joias para Bolsonaro é demitido

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Julio Cesar Vieira Gomes, ex-chefe da Receita Federal, foi demitido pela Controladoria-Geral da União (CGU) nesta segunda-feira. A demissão ocorreu após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), publicado no Diário Oficial da União. Gomes já havia enfrentado investigações anteriores por sua atuação como secretário da Receita em 2022 e teve mensagens interceptadas pela Polícia Federal em 2024.

As investigações revelaram que Gomes tentou liberar joias sauditas que haviam sido apreendidas pela Receita no final do governo Bolsonaro. Em 2024, ele foi indiciado por peculato, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa.

O relatório final do processo disciplinar destacou que a penalidade aplicada a Gomes foi devido à violação de normas funcionais da Lei nº 8.112 de 1990. Além disso, ele estará impedido de assumir qualquer cargo público federal por cinco anos.

Em 2023, Gomes havia solicitado sua demissão do cargo de auditor fiscal, mas essa decisão foi revertida devido às investigações em andamento na CGU. As mensagens trocadas entre ele e o tenente-coronel Mauro Cid foram utilizadas como evidência nas apurações sobre a tentativa de liberar as joias no aeroporto de Guarulhos.

O caso das joias

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 11 pessoas em um inquérito que investiga a venda ilegal de joias durante seu mandato. As investigações concluíram que houve práticas de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Conversas entre Gomes e Cid demonstraram a intenção de liberar as joias. Em um diálogo, Gomes perguntou se o presidente havia sido avisado sobre a recuperação dos bens. Cid respondeu que sim. Novamente, em fevereiro de 2023, Gomes contatou Cid para discutir a viabilidade de liberar outros bens, questionando a necessidade de uma procuração do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que também foi indiciado pela PF no mesmo caso.

O desenrolar da situação levanta questões sobre a integridade no serviço público e a relação entre autoridades. O que você pensa sobre esse caso? Deixe sua opinião nos comentários!

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Em domingo de sol, Parada LGBT+ de SP leva 37 mil à Paulista, diz USP

Foi a 30ª Parada LGBT+ de São Paulo, realizada neste domingo na Avenida Paulista, com a participação estimada de 36,8 mil pessoas, segundo...

Prefeito de Capim Grosso diz que é “muito fácil defender” reeleição de Jerônimo por volume de obras

Resumo: o prefeito de Capim Grosso, Sivaldo Rios, que também preside a FECBahia, afirmou neste domingo, em...

Os riscos do uso indiscriminado de Mounjaro por adolescentes

Resumo: o mercado brasileiro de remédios para emagrecimento, incluindo Mounjaro, vive um momento de expansão. A PwC projeta até US$ 9 bilhões de...