Defesa de preso por atropelar e arrastar mulher pede sigilo no processo após relatar ameaças

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Defesa de preso por atropelar e arrastar mulher pede sigilo no processo após relatar ameaças

Pontos centrais: 1) o advogado Marcos Leal pediu sigilo no processo, alegando ameaças contra ele, a família e o próprio escritório; 2) o caso envolve Douglas Alves da Silva, preso por tentativa de feminicídio após atropelar e arrastar Taynara Souza Santos por cerca de um quilômetro em São Paulo; 3) a vítima, 31 anos, ficou gravemente ferida, precisou amputar as duas pernas e permanece na UTI; 4) a Justiça analisa o pedido de sigilo; a defesa diz que recebe críticas e ameaças via redes sociais; 5) a defesa sustenta que Douglas não conhecia a vítima e cita relações anteriores entre ambos; a polícia afirma que a abordagem seguiu os procedimentos legais e Douglas continua detido no 26º DP, em Sacomã.

No fim de novembro, exatamente no dia 29, a vítima foi atropelada na saída de um bar na Vila Maria, na zona norte. Ela ficou presa sob o veículo e foi arrastada por cerca de um quilômetro, até perto de um posto de combustível. A vítima foi socorrida em estado grave e encaminhada ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli. Ela tem 31 anos, é mãe de duas filhas e permanece na UTI em estado estável.

A defesa afirma que o suspeito não conhecia a vítima e que, na verdade, tentou atingir um homem com quem havia brigado no bar, após ouvir uma ameaça de morte. Um amigo que viajava no veículo relatou que, depois de atropelar a jovem, Douglas teria acelerado com o freio de mão puxado para aumentar a pressão do carro.

Douglas foi preso no dia seguinte, em um hotel na zona leste de São Paulo. Segundo a polícia, ele reagiu à abordagem, levou um tiro no braço e foi detido. As investigações indicam que o rapaz planejava fugir para o Ceará, onde vivem os pais. A defesa afirmou que Douglas relatou em audiência de custódia ter sido torturado por agentes e que teve feridas abertas pelo corpo sem atendimento adequado.

Questionada sobre as alegações de agressões, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a abordagem cumpriu todos os requisitos legais. A Justiça manteve a prisão de Douglas, que permanece detido no 26º DP, Sacomã, na zona sul da capital.

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