O minúsculo Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

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O ex-presidente Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, dos quais deverá cumprir cerca de três anos e quatro meses em regime fechado. Após esse período, ele pode ser transferido para o regime semiaberto, onde terá a liberdade de circular durante o dia, mas terá que voltar à prisão à noite e nos fins de semana.

Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou uma proposta de lei que reduz a pena dos golpistas. Com isso, a expectativa é que Bolsonaro possa passar para o regime semiaberto com apenas dois anos e quatro meses de detenção, conforme informações do deputado Paulinho da Força Sindical, que relatou o projeto. Entretanto, essa mudança não influencia seu status de inelegibilidade.

Bolsonaro, que já foi condenado duas vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder e uma vez pelo Supremo Tribunal por tentativa de golpe de Estado, só poderá se candidatar novamente aos 105 anos. Ele tem atualmente 70 anos e enfrenta problemas de saúde. Sua defesa solicitou autorização ao Supremo para que ele seja internado em um hospital devido a complicações médicas e a necessidade de cirurgia para uma hérnia inguinal.

A proposta de redução de pena deve ser votada pelo Senado nos próximos dias, após a aprovação na Câmara. É esperado que o Senado não rejeite a proposta antes de enviá-la para sanção do presidente. Lula, porém, deve vetar o projeto, e o Congresso só poderá derrubar o veto em fevereiro de 2026, cabendo ao Supremo decidir em última instância.

A gestão da Câmara dos Deputados enfrenta críticas pela falta de liderança. Embora o presidente da Câmara, Hugo Motta, tenha mostrado habilidade ao negociar com a direita, sua ineficácia ao lidar com a oposição, representada pelo deputado Glauber Braga, foi evidente quando suspendeu a transmissão da sessão e retirou a imprensa do local.

Vale ressaltar que a Comissão dos Familiares dos presos do 8 de janeiro se manifestou contra a redução de pena, pois acreditava na promessa de anistia. No entanto, Bolsonaro não aguentou mais do que 15 dias na prisão e decidiu abrir mão dessa possibilidade.

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