Autoridades do governo Donald Trump atribuíram a retirada das sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, à aprovação pela Câmara do projeto de lei da Dosimetria. A proposta reduziu as penas dos envolvidos na trama golpista de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com um oficial do governo norte-americano, manter Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky passou a ser inconsistente com os objetivos da política externa dos Estados Unidos. A votação que reduziu as penas foi interpretada como um passo importante para reduzir o que Washington chama de lawfare, o uso político do Judiciário no Brasil.
A posição já vinha sendo sinalizada por autoridades americanas. O número dois do Departamento de Estado, Christopher Land, havia elogiado publicamente a decisão da Câmara antes mesmo do anúncio da suspensão das sanções.
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