Resumo: A Grande São Paulo acordou com transtornos provocados pela passagem de um ciclone extratropical. Na região metropolitana, mais de 1,2 milhão de imóveis ficaram sem energia, sendo 869 mil clientes na capital sem luz, o que representa 14,98% do total de unidades consumidoras. Ventos fortes chegaram a 98,1 km/h na Lapa, derrubando árvores e interrompendo parte da rede elétrica.


A Grande São Paulo amanheceu nesta quinta-feira enfrentando os transtornos causados pela passagem de um ciclone extratropical. Segundo balanço da concessionária Enel, mais de 1,2 milhão de imóveis estão sem energia elétrica na região metropolitana. Na capital, 869 mil clientes permanecem no escuro, correspondendo a 14,98% do total de unidades consumidoras da cidade.
A interrupção no fornecimento é consequência das rajadas de vento registradas na quarta-feira, que chegaram a 98,1 km/h na Lapa, Zona Oeste. O vendaval derrubou árvores e galhos, danificou trechos da rede elétrica e impactou a infraestrutura de distribuição de energia.
Impactos na mobilidade
A falta de luz gerou transtornos no trânsito e afetou serviços essenciais. A CET informou que 235 semáforos ficaram apagados, contribuindo para uma lentidão de até 203 km na cidade às primeiras horas desta quinta. O abastecimento de água também foi prejudicado em diversos pontos.
Para prevenir novos problemas, a prefeitura determinou o fechamento de todos os parques municipais pela manhã. O Parque Ibirapuera também não abriu os portões, com a reavaliação sobre a abertura das áreas verdes prevista ao longo do dia.
A administração municipal informou que foram registradas 231 quedas de árvores apenas na capital. Até a manhã desta quinta, equipes de limpeza aguardavam a intervenção da Enel em 40 ocorrências para que a energia fosse desligada com segurança e os troncos removidos. Em todo o estado, o Corpo de Bombeiros atendeu a 1.642 chamados para quedas de árvores.
Resposta das autoridades
A Enel informou que mobilizou equipes desde o início das ocorrências e que, até as 5h da manhã, o serviço havia sido normalizado para 500 mil clientes. A concessionária também disponibilizou geradores para atendimento de casos mais críticos.
Diante da recorrência dos problemas no fornecimento, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou que acionará a Aneel e a Justiça para que sejam tomadas providências em relação ao contrato de concessão com a Enel.
As autoridades reforçam a importância de acompanhar os avisos das equipes de atendimento e manter a segurança em áreas com árvores derrubadas ou cabos caídos. Fique atento às atualizações oficiais e às orientações das autoridades locais.
E você, já passou por dificuldades com a falta de energia na sua região? Compartilhe sua experiência nos comentários e conte como está lidando com os impactos do ciclone na sua localidade. Sua opinião ajuda a entender a realidade das cidades hoje.
