O ministro do STF, Dias Toffoli, determinou nesta sexta-feira (12) a retirada dos documentos com o sigilo das mensagens de celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, da CPMI do INSS. A comissão havia aprovado, nesta semana, a quebra do sigilo bancário e telemático, e a documentação foi retirada dos arquivos da investigação após a ordem do ministro.
A defesa de Vorcaro pediu a anulação das quebras de sigilos telemático, bancário e fiscal do empresário. Toffoli negou o pedido, mas determinou que o material colhido até o momento siga para a Presidência do Senado até decisão posterior da corte. O ministro também determinou que o Banco Central e a Receita Federal sejam notificados da medida.
Segundo a Folha de S. Paulo, o presidente Carlos Viana (Podemos-MG) lamentou a decisão e disse que a medida é grave. “Essa decisão não é apenas estranha. É grave. Sempre que se afasta de uma CPMI o acesso a documentos essenciais enfraquece a investigação e aumenta a desconfiança da sociedade sobre o que se tenta ocultar”, afirmou Viana.
No dia 3 de dezembro, o ministro decidiu que as investigações envolvendo o caso Master, que estavam sendo conduzidas pela Justiça Federal do DF, deveriam passar pelo seu crivo. Ele já havia imposto sigilo elevado ao caso.
Uma reportagem do jornal O Globo indicou uma conexão entre Toffoli e um dos advogados que atuam na ação, Augusto de Arruda Botelho, que defende o diretor de compliance do Master. Ambos teriam viajado a Lima para assistir à final da Libertadores.
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