EUA sancionam familiares de Maduro em meio à escalada de tensão com a Venezuela

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Os Estados Unidos impuseram novas sanções a três familiares de Nicolás Maduro e a seis empresas ligadas ao transporte de petróleo venezuelano. Além disso, Washington informou que vai escoltar o navio apreendido até um porto dos EUA, aumentando os temores de um conflito com Caracas.

As medidas, anunciadas pelo Tesouro, miram dois sobrinhos de Cilia Flores e indicam que atuavam no narcotráfico na Venezuela. As sanções atingem ainda seis empresas de navegação associadas ao petróleo venezuelano.

A operação envolveu o controle do petroleiro pela marinha dos EUA, com descolagem de helicópteros para interceptar a embarcação na costa venezuelana. A embarcação transportava petróleo venezuelano e será levada a solo americano.

Maduro classificou a ação como pirataria naval criminosa, dizendo que tripulantes foram sequestrados e que ocorreu o começo de uma nova era de pirataria no Caribe. O presidente venezuelano manteve contato por telefone com o colega russo Vladimir Putin, que confirmou apoio.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com a apreensão do navio. Já a oposicionista María Corina Machado, ao chegar a Oslo para receber o Nobel da Paz, apoiou publicamente Donald Trump na sua postura contra Maduro.

O Tesouro também ressaltou vínculos anteriores do navio Adisa com o IRGC e o Hezbollah, em relação a ligações passadas. No momento da intervenção, o navio transportava entre 1,1 milhão e 1,9 milhão de barris, conforme registros diferentes.

A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, chamou a operação de golpe ao regime de Caracas e afirmou que a ação faz parte de um esforço para frear o que Washington acusa de tráfico de drogas para o território norte-americano.

O episódio ocorre em meio à crise econômica na Venezuela, com Cuba expressando solidariedade ao governo de Maduro. O país permanece isolado politicamente no cenário internacional.

Historicamente, Maduro enfrenta acusações de liderar atividades que envolvem narcotráfico. Dois sobrinhos de Cilia Flores foram detidos no Haiti em 2016, condenados em Nova York em 2017 e libertados mais tarde.

A ação também foi acompanhada de uma ofensiva de dissuasão, com a presença de uma grande força de ataque dos EUA na região, incluindo o maior porta-aviões do mundo, dezenas de aeronaves e milhares de fuzileiros navais, conforme relatado.

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