Marcone Amaral usa mais de R$ 400 mil com supostas empresas “de fachada” para divulgar atividades parlamentares

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Um levantamento do Bahia Notícias aponta que o deputado estadual Marcone Amaral (PSD) gastou, com verbas da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o total de R$ 393,8 mil por meio de empresas apontadas como de fachada. Segundo a apuração, os pagamentos foram feitos mensalmente, no valor de R$ 35,8 mil, entre duas companhias com endereços no município de Jaguaquara, no Baixo Sul.

As empresas seriam ligadas a laranjas desde o início do mandato, no fim de janeiro, para divulgar a atuação parlamentar do deputado. Entre elas estão Elson Santos Brito, ligado a divulgações do trabalho do político, e Zenildo Ribeiro dos Santos, também conhecido como Portal do Vale Midia, ambas com endereço residencial em Jaguaquara.

A apuração aponta que Elson Santos Brito atuaria como motorista para a Mello’s Propaganda e Publicidade, empresa ligada ao ex-secretário de Cultura de Jaguaquara, Weber Mello, que tem vínculos com diversos políticos do interior. Ainda, o número de telefone cadastrado no CNPJ da Toca Notícias, vinculada às notas de divulgação, é de Weber Mello, que se apresenta como membro do gabinete do ex-deputado estadual e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro (PSD).

A segunda empresa, Zenildo Ribeiro dos Santos, também chamada de Portal do Vale Midia, fica em Jaguaquara. A reportagem detectou que Zenildo seria sócio de companhias ligadas ao setor de saúde em Jequié, disponibilizando o mesmo CNPJ para divulgar a atuação parlamentar de Marcone Amaral.

A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa de Marcone Amaral antes da publicação e, até o momento, não houve resposta. Entre as perguntas enviadas estavam a relação com Weber Mello, a checagem prévia dos CNPJs, se houve indicações de outros deputados e se o parlamentar tinha ciência de possíveis laranjas envolvidas.

A matéria foi atualizada às 12h deste sábado, 13, para corrigir a informação veiculada inicialmente sobre uma suposta relação entre o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, e o motorista citado na reportagem. A atualização esclarece que não há confirmação dessa relação.

Entre a comunidade que acompanha política local, a apuração reacende o debate sobre o uso de verbas públicas para atividades de divulgação e sobre a identificação de empresas ligadas a pessoas com vínculos políticos. Como leitor, conte-nos o que você pensa sobre esse tipo de verificação e qual impacto vocêenxerga para a transparência na gestão pública.

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