Erika Hilton quer vetar monetização de vídeos associados ao “redpill”

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Erika Hilton
Erika Hilton

A deputada federal Erika Hilton (PSol) apresentou um projeto de lei que propõe proibir a monetização de vídeos associados à ideologia de supremacia masculina conhecida como “redpill”. A iniciativa veda publicidade, impulsionamento e qualquer forma de remuneração direta ou indireta ligada a conteúdos digitais classificados como misóginos, discriminatórios ou desinformativos sobre questões de gênero.

Na justificativa do projeto, Hilton afirma a existência de uma “indústria da misoginia digital”, descrita como um ecossistema organizado e lucrativo que transforma o ódio às mulheres em estratégia de engajamento e gera receita nas plataformas. Segundo a parlamentar, “a monetização desses conteúdos valida e amplifica essa mensagem de ódio”, transformando a misoginia em uma carreira digital rentável.

A parlamentar sustenta ainda que a proposta não se trata de censura. No texto, ela defende que liberdade de expressão não é igual a ganhos financeiros provenientes de conteúdos que violem direitos fundamentais, e que o objetivo é reduzir o incentivo econômico ligado à circulação desse tipo de material.

O projeto estabelece responsabilidade civil e administrativa solidária das plataformas digitais nos casos em que não houver retirada imediata de conteúdos de risco, como aqueles ligados a discurso de ódio ou violação de gênero.

Entre as sanções previstas estão: advertência, multa de até 2% do faturamento no Brasil, limitada a R$ 50 milhões por conteúdo, multa diária, suspensão dos serviços de impulsionamento e monetização, retirada imediata do material e devolução dos valores ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

A proposta reforça a ideia de uma atuação proativa das plataformas para impedir o uso de seus ambientes na disseminação de conteúdo de risco, buscando equilíbrio entre a liberdade de expressão e a proteção de direitos fundamentais.

Nossa leitura aponta que a medida, se aprovada, pode alterar a dinâmica econômica de conteúdos que promovem violência de gênero, exigindo respostas rápidas das plataformas e uma maior responsabilização por conteúdos classificados como ofensivos ou discriminatórios.

O debate envolve questões complexas sobre censura, regulação digital e os limites entre discurso e dano, envolvendo a atuação de operadores de plataformas, reguladores e a vigilância de conteúdos que afrontam direitos das mulheres.

E você, qual a sua opinião sobre a proposta de Erika Hilton? As plataformas devem sofrer sanções mais intensas para conteúdos de ódio ou há riscos à liberdade de expressão? deixar sua visão nos comentários ajuda a enriquecer o debate.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

VÍDEO: Anitta chega de surpresa a camarote em Salvador usando boné e acompanhada de seguranças

A cantora Anitta chegou ao Camarote Salvador nesta quinta-feira (12) para acompanhar o primeiro dia oficial do Carnaval da cidade. Vestindo o...

Mulher é achada morta dentro de freezer e família pede indenização

Uma médica anestesiologista de 32 anos, natural da Nicarágua, foi encontrada morta dentro de um freezer em uma loja de Miami, nos Estados...

André Marques fala sobre relação com a Bahia e escolhe Vampirinha como música do Carnaval

Marcando presença na primeira noite do Carnaval de Salvador, nesta quinta-feira (12), o apresentador André Marques comentou sobre sua relação com a Bahia...