Quem é a influencer que diz ter sido perseguida por estagiária em NY

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A influencer Stephanie Garcia, 33 anos, de Nova York, volta a figurar no noticiário brasileiro por um caso jurídico que envolve seu pai, o empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do ex-governador de São Paulo Rodrigo Garcia, e a falência do Grupo Rontan, estimada em bilhões de reais. A administração judicial aponta uma suposta estratégia de infiltração para entregar uma notificação judicial relacionada ao processo de falência no exterior.

Ela é casada desde 2023 com o engenheiro e empresário Eduardo Petrelli. O pai de Stephanie, Marco Aurélio Garcia, acionou a Justiça acusando um escritório de advocacia de usar uma estagiária para se infiltrar no círculo da filha, com o objetivo de entregar uma notificação de falência no exterior.

Influencer perseguida em NY

A petição descreve a entrada da estagiária Anna Beatriz em um grupo de WhatsApp chamado Seguidoras NYC, apresentando-se como admiradora de Stephanie para chegar à influencer. O processo envolve a falência bilionária do Grupo Rontan e acusa irregularidades para blindar patrimônio dos credores.

Segundo a defesa de Garcia, o escritório Duarte Forssel Advogados, contratado pela administradora judicial, seria responsável pela suposta perseguição fora do país, com a estagiária agindo de forma a aproximar-se de Stephanie e facilitar a entrega de documentos judiciais.

A petição cita que a estagiária teria participado de um jantar em Nova York, com mensagens de aproximação e planos para que Stephanie fosse notificada. Documentos anexados apontam a tentativa de localizar a influencer para a entrega de documentos, ainda que ela não more nos EUA. A defesa afirma que a prática configura engenharia de perseguição, incompatível com a função pública delegada à Administradora Judicial.

Além da ação, houve uma representação ao Conselho de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A administradora judicial Campi Serviços Empresariais sustenta que havia uma “teia de relações espúrias” entre Mario Aurélio Garcia e sócios de empresas falidas, com o objetivo de desconsiderar a personalidade jurídica e transferir ativos para Marco Aurélio. A família Garcia é descrita como atuante nos bastidores.

O caso envolve ainda a figura de Marco Aurélio Garcia, conhecido como Lelo, que já foi citado em rumores de envolvimento com a “Máfia do ISS” nos anos 2000. A defesa sustenta que o escritório violou a legislação brasileira e americana ao conduzir a ação, e que a comunicação processual ocorreu conforme a lei aplicável. O Metrópoles procurou o DFA, sem obter manifestação até o fechamento desta edição.

A administradora judicial informou que o passivo recuperável para a massa falida poderia chegar a 1,6 bilhão em 2022, o que amplia o interesse público e a preocupação dos credores com honorários e a condução dos trabalhos pelo escritório Duarte Forssel. A reportagem ressalta que casos semelhantes costumam envolver elevados honorários e disputas sobre a condução de litígios.

O escritório Duarte Forsell nega irregularidades, afirmando que Stephanie Garcia é parte de um incidente de desconsideração da personalidade jurídica relacionado a possíveis fraudes contra credores do Grupo Rontan. A banca também diz que as notificações ocorreram conforme a lei aplicável e que utiliza dados públicos de forma ética. A Redação procurou o escritório e a administradora para posicionamentos, sem retorno até o momento.

Em meio à tensão entre interesses de credores e a atuação de escritórios especializados em recuperação de ativos, o caso da Rontan segue em andamento. A história destaca dilemas sobre ética, jurisdição e o papel de figuras públicas em litígios que envolvem grandes montantes e estruturas empresariais complexas.

E você, o que pensa sobre o uso de táticas legais em disputas envolvendo personalidades públicas? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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