Após tentar suicídio, “Sicário” ligado a Vorcaro está internado em BH

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Resumo: Desdobramentos da Operação Compliance Zero em Belo Horizonte

Belo Horizonte Após tentar tirar a própria vida dentro da carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais, Luiz Phillipi Machado Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como espião do banqueiro Daniel Vorcaro, permanece internado no Hospital João XXIII, no centro da capital. A Polícia Federal informou ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master no STF, que o vídeo do ocorrido será encaminhado ao gabinete e que será aberto procedimento para apurar as circunstâncias do fato.

A terceira fase da operação Compliance Zero resultou na prisão, em Belo Horizonte, de dois homens ligados a Vorcaro: Marilson Roseno da Silva e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, integrantes do grupo “A Turma” sob ordens do dono do Banco Master, conforme apurações da PF. Mourão é apontado como o líder operacional do grupo e identificado como o “Sicário”.

As investigações indicam que Mourão mantinha relação direta com Vorcaro e acessava registros restritos de órgãos públicos, instituições de segurança e investigações usando credenciais de terceiros. Ele também é associado à obtenção de dados de autoridades, jornalistas e organizações internacionais como FBI e Interpol.

Entre as evidências, há trechos que descrevem ordens para levantar informações de um funcionário e de uma chef ligada a ele, além de menção a um pagamento mensal de cerca de R$ 1 milhão por intermédio de Fabiano Zettel, em serviços ilícitos. Mourão seria responsável por coordenar o grupo “A Turma”, que atuava para proteger os interesses do Banco Master por meio de vigilância e coleta de informações.

Mourão também é citado como responsável por acessar registros restritos de órgãos públicos e de investigações, utilizando credenciais de terceiros para obter informações sigilosas da Polícia Federal, do Ministério Público e de organismos internacionais. Parte dessas informações era submetida aos integrantes do grupo, que decidiam os próximos passos.

Um dos alvos da atuação do grupo era o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Há trechos de conversas sugerindo a possibilidade de simular um assalto a esse jornalista e, ainda, relatos de que Mourão retirava conteúdos e perfis de plataformas digitais para atender aos interesses da organização.

Em Belo Horizonte, Mourão figura em processo criminal migrando pela Justiça mineira. Segundo informações da justiça de Minas, em 2021 ele foi denunciado por participação em organização criminosa, crimes contra a economia popular, prática reiterada de lavagem de dinheiro. O processo tramita na 5ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, com prazo ainda para manifestação da defesa.

Conclusão O caso envolve uma rede complexa de espionagem, uso de informações sigilosas e pressões para proteger interesses financeiros. As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias e responsabilizar os envolvidos, conforme avaliação da Justiça.

E você, o que pensa sobre as ações descritas neste caso e os desdobramentos da investigação? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre temas de crime organizado, justiça e transparência.

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