Apesar de empréstimos, Sefaz aponta queda de R$ 2,6 bilhões nas dívidas do governo do estado

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A Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) informou que as dívidas do governo estadual recuaram em 2025, com uma queda de R$ 2,6 bilhões. Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (18), a dívida consolidada caiu de R$ 35,3 bilhões para R$ 32,7 bilhões até outubro deste ano, representando uma redução de 7,32%. Os números são contabilizados conforme orientação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), por meio do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP).

A relação entre dívida consolidada líquida e a receita corrente líquida também recuou, passando de 33% em agosto para 31% em outubro. Em dezembro de 2024, a dívida correspondia a 37% da receita.

Essa trajetória de queda ocorre mesmo com o volume recorde de investimentos, atingindo R$ 20,2 bilhões desde 2023, além da contratação de novas operações de crédito. O secretário da Fazenda, Manoel Vitório, afirmou que a aparente contradição entre entrada de novos recursos e a dívida baixa se explica pelo perfil de bom pagador do estado, com amortizações regulares do passivo.

Desde o início do mandato, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) solicitou autorizações para contratar 23 empréstimos, somando cerca de R$ 26,7 bilhões. No período analisado pela Sefaz, a gestão requereu quatro operações de crédito, totalizando R$ 3,67 bilhões. Contudo, mesmo com as autorizações, as instituições financeiras nem sempre desembolsaram o montante.

O secretário Manoel Vitório ressaltou que o acesso ao crédito foi fundamental para que a Bahia alcançasse a inédita posição de líder em investimentos entre os estados brasileiros em 2025, com R$ 4,12 bilhões desembolsados nas áreas social e de infraestrutura entre janeiro e agosto. Em segundo lugar ficou São Paulo, com R$ 3,66 bilhões investidos.

Somando-se os R$ 16,08 bilhões investidos nos dois primeiros anos da gestão de Jerônimo Rodrigues, a Bahia já totaliza R$ 20,2 bilhões em investimentos desde 2023, conforme levantamento da Sefaz-BA.

Para entender o impacto desses números na economia da cidade e no dia a dia dos moradores, compartilhe sua opinião nos comentários. Qual a sua leitura sobre a relação entre dívida, crédito e investimentos públicos neste momento?

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