Austrália presta homenagens às 15 vítimas do massacre em Bondi Beach

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A Austrália realizou uma cerimônia de homenagem às 15 vítimas do tiroteio em Bondi Beach, em Sydney, reunindo cerca de 20 mil moradores uma semana após o ataque ocorrido durante a celebração de Hanukkah. O momento de luto começou com um minuto de silêncio às 18h47 locais, em meio a bandeiras a meio mastro e velas acesas nas janelas, numa lembrança da tragédia que abalou o país.

O ataque, cometido por Sajid Akram, 50 anos, que foi morto pela polícia, e Naveed Akram, 24, que sobreviveu e está sob custódia policial, é atribuído a motivações ideológicas ligadas ao grupo extremista Estado Islâmico. Naveed enfrenta acusações de terrorismo e 15 assassinatos, segundo autoridades.

Entre as vítimas estavam uma menina de 10 anos e Alex Kleytman, 87, que havia sobrevivido ao Holocausto e morreu ao proteger a esposa durante os disparos. A tragédia chocou a cidade de Sydney, levando cidadãos a refletirem sobre o antissemitismo e a proteção de comunidades religiosas.

A vigília tomou por tema a mensagem de Hanukkah “a luz sobre a escuridão”. Bandeiras foram hasteadas a meio mastro, e a população foi convidada a acender velas para apoiar a comunidade judaica local e enviar uma mensagem de união frente ao ódio.

O primeiro-ministro Anthony Albanese participou da cerimônia na praia de Bondi, mas foi vaiado por parte do público e não discursou. Em seguida, o governo anunciou medidas mais duras para regular a posse de armas e o discurso de ódio, enfatizando uma revisão dos serviços de polícia e de inteligência para assegurar a segurança dos moradores.

A cada relato de coragem, surgiram histórias de gente comum que agiu para salvar outros. Ahmed al Ahmed, pai de dois filhos que imigrara da Síria, foi louvado por tentar desarmar um dos atiradores, mesmo levando vários disparos no ombro. Seu gesto destacou a bravura de pessoas comuns diante do ataque.

O governo prometeu endurecer leis federais envolvendo a posse de armas, além de punições mais severas para o discurso de ódio e para a incitação à violência. Moradores e líderes locais defenderam medidas mais firmes, ressaltando a necessidade de sinais de alerta mais eficientes e de melhor proteção para minorias.

Como você vê as medidas anunciadas para combater o antissemitismo, o extremismo e a posse de armas na Austrália? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a abrir o debate sobre segurança, tolerância e convivência na sua localidade.

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