Greve de rodoviários paralisa 24 linhas de ônibus e afeta passageiros no Rio

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


Rio de Janeiro – Nesta manhã, cerca de 1.300 trabalhadores das empresas Vila Isabel e Real suspenderam as atividades, interrompendo 24 itinerários que ligam a Zona Norte às regiões Sul, Sudoeste e Central da cidade.

A paralisação é a segunda em três meses, motivada pela precarização do setor. Entre as queixas estão salários atrasados, vale-alimentação vencido desde outubro, férias não quitadas, depósitos de FGTS e INSS pendentes, além de demissões coletivas sem o devido acerto rescisório.

Os manifestantes promoveram atos na Central do Brasil, no Terminal Gentileza, na garagem das empresas e em um ponto na Avenida Brasil, exigindo regularização de débitos trabalhistas e melhoria das condições da frota.

A liderança do movimento indica que a greve é por tempo indeterminado até que os débitos sejam quitados e os trabalhadores tenham seus direitos atendidos.

Resposta do poder público – Diante do impacto na mobilidade, a Secretaria Municipal de Transportes determinou que os consórcios que operam na cidade assumam de forma emergencial as rotas afetadas e aumentem o número de viagens nas linhas de contingência. A Prefeitura do Rio afirmou que os repasses de subsídios estão regularizados e classificou o ocorrido como uma disputa trabalhista entre a iniciativa privada e os empregados.

Histórico de problemas – A crise no transporte rodoviário da cidade vem se arrastando há meses. Relatos recentes apontam redução da frota e veículos circulando em estado crítico. Em novembro, houve um episódio grave quando um coletivo de uma das empresas incendiou-se dentro do Túnel Rebouças. Representantes do setor, por meio do Rio Ônibus e do Consórcio Intersul, dizem que o problema reflete a severa crise financeira do sistema.

O movimento também acusa a deterioração de serviços, com manutenção precária, condições de higiene ruins e atrasos salariais que agravam a instabilidade de transportes da cidade.

A gestão municipal continua buscando alternativas para manter a operação, destacando que o diálogo com as partes envolvidas deve avançar para uma solução sustentável e que a cidade precisa de um serviço confiável para a mobilidade cotidiana.

Com a paralisação, a cidade vive novos desafios na mobilidade urbana, enquanto as autoridades trabalham para minimizar impactos nos moradores e restaura a normalidade o quanto antes.

Como você vê a situação do transporte público no Rio de Janeiro e quais soluções você acredita serem mais eficazes para evitar esse tipo de interrupção no futuro? Compartilhe sua opinião nos comentários.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

INSS fecha agências por três dias para manutenção de sistemas

INSS fecha agências por três dias para manutenção de sistemas; atendimentos presenciais e serviços digitais ficam indisponíveis INSS informou que as agências da Previdência...

Promotores do Gaeco renunciam após MP pedir liberdade de prefeito acusado de desviar R$ 56 mi

A segunda fase da Operação Tantalo II, deflagrada em 22 de dezembro pelo Gaeco, levou à prisão de 11 vereadores do município de...

Translado do corpo de babá morta em Portugal será pago pelo governo do Ceará

Lucinete Freitas, 55 anos, natural de Aracobaia, interior do Ceará, morava sozinha em Amadora, na região metropolitana de Lisboa, onde trabalhava como babá...