CNU: candidatos reclamam de demora no preenchimento de vagas

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Grupo de aprovados no Concurso Nacional Unificado 1 (CNU1) afirma que, mesmo com a prorrogação do prazo de matrícula, a segunda chamada para os cursos de formação ganhou vagas não preenchidas. O cargo de analista técnico de políticas sociais (ATPS) chama a atenção, com 64 vagas ociosas, equivalentes a mais de 20% das 293 ofertadas, segundo a Enap.

Os candidatos classificados na primeira fase alegam falta de diálogo com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e com a Enap para a convocação das vagas remanescentes, consideram que as normas vigentes não têm sido aplicadas de forma justa e eficiente.

A preocupação também envolve a vigência do concurso. Enquanto alguns aguardam a convocação prevista para 2026, há receio de que vagas não ocupadas até então sejam liberadas para preenchimento por servidores temporários, gerando insegurança entre quem permanece na lista de espera.

Os aprovados relatam que, mesmo com o prolongamento do prazo, a convocação não houve de forma contínua ou suficiente para esvaziar a fila de espera, citando que há estimativas de mais de mil candidatos na reserva para o ATPS e que a decisão de ampliar o prazo não solucionou o desequilíbrio entre as convocações.

Além do ATPS, apontam que outros cargos estratégicos registraram baixo preenchimento, como analista de comércio exterior, analista de infraestrutura e especialista em políticas públicas e gestão governamental, o que reforça a percepção de tratamento desigual entre vagas disponíveis e vagas preenchidas.

Procedimentos diferentes entre edições do CPNU destacado na análise dos aprovados. O grupo afirma que a primeira edição permitiu até três convocações, conforme edital 05/2024, para evitar vagas remanescentes. Já a segunda edição, regida pelo edital 06/2025, teria abandonado esse modelo, com apenas uma convocação seguida de prazo ampliado sem novas chamadas da lista de espera.

A Portaria ENAP nº 70, de 26 de novembro de 2025, é citada como respaldo para sustentar que a perda de matrícula não implica convocação de novos candidatos para o curso de formação inicial nos casos do CPNU, o que, na visão dos aprovados, reforça a necessidade de novas convocações para a segunda turma de formação.

Proposta de solução e resistência Os candidatos defendem que o MGI e a Enap realizem ao menos uma nova convocação da lista de espera ainda no início de 2026, especialmente para o cargo de ATPS, para evitar desperdício de recursos públicos e cumprir as regras do edital, garantindo o provimento de cargos essenciais para a formulação e execução de políticas públicas.

Sobre o posicionamento oficial, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos foi contactado pela reportagem, mas não retornou até o fechamento desta atualização. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais.

A situação mobiliza apoiadores que insistem na renovação do concurso, destacando que a tarefa é essencial para reforçar a qualidade de políticas públicas no país, especialmente em áreas estratégicas para a atuação governamental.

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