Em crise, Belém volta a celebrar o Natal após 2 anos de guerra em Gaza

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Belém abriu as portas para o Natal e o Ano Novo após dois anos de silêncio causados pela guerra em Gaza. Mesmo com a violência persistente na região, a cidade decidiu projetar esperança em 2025, enfrentando a maior crise econômica das últimas décadas.

A economia local, fortemente dependente do turismo, sofreu com a escassez de visitantes. Nos dois últimos anos, cerca de 4 mil moradores emigraram e a taxa de desemprego e pobreza subiu 60%.

Em frente à Basílica da Natividade, onde fica a gruta de Jesus, as festividades ganharam cor com uma árvore de Natal de 15 metros e a presença do Papai Noel para selfies das famílias.

O prefeito Maher Nicola Canawati reforçou que a intervenção visa devolver esperança à cidade, afirmando que Belém continua sendo um destino seguro e o berço do cristianismo, capaz de atrair peregrinos novamente.

Na mesma rua, Rony Tabash, vendedor de crucifixos e lembranças, lembra que o avô abriu a loja em 1927 e hoje o negócio sustenta 25 famílias; ele descreve o cenário atual como de grande dificuldade, com a ausência de visitantes impactando fortemente a produção de objetos de oliveira. “É pela esperança, pela nossa história”, diz.

Na mesma linha, Jack Giacaman, que esculpe presépios há 35 anos, relata que os últimos dois anos foram os piores, mesmo diante da Covid, quando houve algum movimento. Ele aponta o aumento de postos de controle israelenses, o que prejudica lojistas, taxistas, hotéis e guias turísticos, ampliando a dependência de apoio de familiares no exterior.

Belém tinha 32 mil habitantes antes da crise; cerca de 4 mil deixaram a cidade. A taxa combinada de desemprego e pobreza subiu 60% nos últimos dois anos, levando o prefeito a buscar ações para atrair visitantes e recursos à localidade.

Um desfile de escoteiros palestinos pelas ruas da Praça da Manjedoura, ao som de gaitas de foles e tambores, atraiu centenas de pessoas. Milagros Anstas, 17 anos, disse que “agora se sente que o Natal realmente chegou”, destacando a alegria após o período de guerra.

Como em outras partes da Terra Santa, os cristãos representam uma minoria na região, com cerca de 185 mil cristãos em Israel e 47 mil nos territórios palestinos.

A cobertura sobre Belém reforça o retorno de festividades como símbolo de resiliência e fé, mesmo diante das dificuldades econômicas e políticas da região.

Que leitura você faz sobre o ressurgimento das celebrações em tempos de crise? Deixe seu comentário com a sua opinião e experiências para acompanharmos juntos esse momento de retomada.

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